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Think tank trabalhista ligado a Morgan McSweeney pagou para apurar jornalistas

Labour Together contratou APCO Worldwide para investigar jornalistas que apuravam doações, aponta Democracy for Sale

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Morgan McSweeney, Keir Starmer’s top aide, ran Labour Together but left in 2020.
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  • Labour Together, think tank ligado ao Labour e ao gabinete do primeiro-ministro, é acusado de ter contratado a APCO Worldwide para investigar jornalistas do Guardian, Sunday Times e de outros veículos e identificar suas fontes.
  • A contratação, ocorrida em 2023 quando Josh Simons era diretor, é atribuída a uma fase em que Morgan McSweeney ainda tinha influência sobre o grupo, apesar de ter deixado o think tank em 2020.
  • As alegações aparecem no Democracy for Sale, uma publicação de Substack, e diversas partes envolvidas disseram não comentar oficialmente.
  • Entre as queixas, há a possibilidade de uso de informações obtidas por meio de hackeamento da Electoral Commission, segundo os materiais citados pela publicação; também há referências a possíveis fontes internas.
  • O Labour Together já foi multado em setembro de 2021 por atraso na declaração de doações no valor de £ 740 mil, conforme informações históricas da organização.

O thinktank Labour Together, ligado ao líder do Labour e ao staff do primeiro-ministro, é acusado de ter contratado uma assessoria de imprensa para investigar jornalistas que cobriam seu financiamento. A empresa APCO Worldwide teria buscado identificar fontes de reportagens do Guardian e do Sunday Times, entre outros veículos.

A denúncia aparece em uma publicação de edição limitada, Democracy for Sale, baseada em alegações de que o contrato com a APCO foi firmado em 2023, quando o thinktank era chefiado por Josh Simons e Morgan McSweeney ainda mantinha ligação com o grupo. McSweeney deixou o Labour Together em 2020.

Segundo as informações, o objetivo da APCO era mapear jornalistas que pesquisavam doações ao Labour Together e obter possíveis pontos de alavancagem contra outros repórteres. Relatos afirmam que a consultoria descreveu repórteres de veículos como “pessoas de interesse” e discutiu estratégias de atuação com informações de terceiros.

A APCO também teria elaborado relatórios internos para Labour Together que mencionavam jornalistas do Sunday Times, como Gabriel Pogrund e Harry Yorke, além de repórteres do Guardian. Documentos apontados sugerem que parte do material buscava descredibilizar veículos e ampliar controle sobre a linha de cobertura.

A entidade recebeu, conforme as denúncias, pelo menos 30 mil libras para identificar fontes de informações sobre o financiamento do Labour Together. Relatórios indicam ainda que um dos conteúdos mencionados tratava de possível hackeamento de dados da Electoral Commission como uma possível origem das informações.

Segundo o veículo, o material interno também fez referência a uma investigação de uma publicação londrina dedicada a investigações, a Shadow World Investigations, para supostamente expor o repórter Paul Holden. A reportagem afirma que a APCO teria tentado desqualificar Holden, colaborador da matéria do Sunday Times sobre as finanças do thinktank.

A reportagem não obteve comentários oficiais de McSweeney, Simons, Labour Together, do Labur Party nem da APCO Worldwide. As entidades foram avisadas sobre o conteúdo apresentado pela publicação Democracy for Sale, sem que houvesse resposta até o fechamento desta edição.

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