- Rishi Sunak disse ser “britânico, inglês e britânico asiático” em resposta a debates sobre identidade e linguagem racista.
- A discussão teve início após o podcaster Konstantin Kisin afirmar que Sunak não é inglês por ser “hindú de pele morena”.
- Suella Braverman, então secretária de interior, pareceu apoiar a alegação de Kisin ao questionar se pessoas nascidas no país poderiam ter essa identidade.
- Sunak disse que o racismo contra ele e seus irmãos ficou “gravado” na memória e alertou para não voltarmos a uma época em que o racismo era mais aberto.
- Ele falou à Independent Commission on Community and Cohesion, que busca promover coesão após incidentes recentes, e ressaltou a importância de não normalizar linguagem discriminatória.
Rishi Sunak afirmou ser British, English e British Asian em resposta ao uso cada vez mais carregado de linguagem racial por figuras à direita. O comentário surgiu após uma crítica de Konstantin Kisin de que Sunak não seria inglês por ser de origem sul-asiática.
A discussão ganhou contorno quando Suella Braverman, nova- antiga chefe da casa, abriu espaço para a ideia de que nem todos nascidos no Reino Unido teriam identidade inglesa. O debate foi seguido por declarações de Matthew Goodwin, candidato do Reform UK, que não se posicionou contra a afirmação de que pessoas de minorias étnicas podem não ser britânicas.
Sunak pronunciou-se pela primeira vez desde as intervenções, dizendo ter vivenciado racismo de forma marcante na infância em Southampton e destacando que esse trauma não deve retornar. Ele participou de audiência na Independent Commission on Community and Cohesion, organizada pela Together Coalition.
Segundo o ex-primeiro-ministro, o que ele chama de shock jockery intensifica a busca por atenção na chamada economia da audiência. O objetivo é proteger a sociedade de transformar a linguagem extremista em normalidade midiática.
Sunak lembrou ainda que o racismo deixou lembranças profundas para ele e seus irmãos e citou experiências compartilhadas por Sajid Javid, destacando que discriminação era mais comum em décadas passadas. Ele afirmou que o país não pode regredir nesse ponto.
Sobre o tema imigratório, Sunak disse que, com o tempo, seria desejável adotar medidas para reduzir fluxos migratórios com mais rapidez. Em relação aos tumultos de 2024, ele apontou que extremismo e radicalização alimentaram a violência, sem detalhar responsabilidades.
O primeiro-ministro ressaltou que o Reino Unido não é um país racista, citando a trajetória de Javid e a própria carreira. Ele mencionou a possibilidade de uma líder negra, criada na Nigéria, sucedê-lo no cargo, como sinal de representatividade.
A fala de Sunak ocorreu após um discurso de Keir Starmer, que abordou valores britânicos e advertiu contra a exploração da política migratória por quem associa brancura à nationalidade. A discussão atual visa ampliar a coesão social no país.
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