Em Alta NotíciasFutebolAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sunak diz ser britânico, inglês e britânico-asiático

Sunak afirma ser britânico, inglês e britânico asiático em resposta a debates raciais, destacando identidade nacional e o desafio de pertencimento no Reino Unido

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Rishi Sunak also reflected on racism experienced during his upbringing in Southampton.
0:00
Carregando...
0:00
  • Rishi Sunak disse ser “britânico, inglês e britânico asiático” em resposta a debates sobre identidade e linguagem racista.
  • A discussão teve início após o podcaster Konstantin Kisin afirmar que Sunak não é inglês por ser “hindú de pele morena”.
  • Suella Braverman, então secretária de interior, pareceu apoiar a alegação de Kisin ao questionar se pessoas nascidas no país poderiam ter essa identidade.
  • Sunak disse que o racismo contra ele e seus irmãos ficou “gravado” na memória e alertou para não voltarmos a uma época em que o racismo era mais aberto.
  • Ele falou à Independent Commission on Community and Cohesion, que busca promover coesão após incidentes recentes, e ressaltou a importância de não normalizar linguagem discriminatória.

Rishi Sunak afirmou ser British, English e British Asian em resposta ao uso cada vez mais carregado de linguagem racial por figuras à direita. O comentário surgiu após uma crítica de Konstantin Kisin de que Sunak não seria inglês por ser de origem sul-asiática.

A discussão ganhou contorno quando Suella Braverman, nova- antiga chefe da casa, abriu espaço para a ideia de que nem todos nascidos no Reino Unido teriam identidade inglesa. O debate foi seguido por declarações de Matthew Goodwin, candidato do Reform UK, que não se posicionou contra a afirmação de que pessoas de minorias étnicas podem não ser britânicas.

Sunak pronunciou-se pela primeira vez desde as intervenções, dizendo ter vivenciado racismo de forma marcante na infância em Southampton e destacando que esse trauma não deve retornar. Ele participou de audiência na Independent Commission on Community and Cohesion, organizada pela Together Coalition.

Segundo o ex-primeiro-ministro, o que ele chama de shock jockery intensifica a busca por atenção na chamada economia da audiência. O objetivo é proteger a sociedade de transformar a linguagem extremista em normalidade midiática.

Sunak lembrou ainda que o racismo deixou lembranças profundas para ele e seus irmãos e citou experiências compartilhadas por Sajid Javid, destacando que discriminação era mais comum em décadas passadas. Ele afirmou que o país não pode regredir nesse ponto.

Sobre o tema imigratório, Sunak disse que, com o tempo, seria desejável adotar medidas para reduzir fluxos migratórios com mais rapidez. Em relação aos tumultos de 2024, ele apontou que extremismo e radicalização alimentaram a violência, sem detalhar responsabilidades.

O primeiro-ministro ressaltou que o Reino Unido não é um país racista, citando a trajetória de Javid e a própria carreira. Ele mencionou a possibilidade de uma líder negra, criada na Nigéria, sucedê-lo no cargo, como sinal de representatividade.

A fala de Sunak ocorreu após um discurso de Keir Starmer, que abordou valores britânicos e advertiu contra a exploração da política migratória por quem associa brancura à nationalidade. A discussão atual visa ampliar a coesão social no país.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais