- Reform UK enfrenta investigação policial em Gorton e Denton após admitir ter enviado cartas de uma “vizinha preocupada” sem mencionar que foram distribuídas e financiadas pelo partido.
- A polícia de Greater Manchester confirmou recebimento de denúncia sobre violação da lei eleitoral e informou que investigará o caso.
- A Comissão Eleitoral afirmou que a omissão de um imprint (identificação do promotor e da gráfica) em material de campanha é infração e cabe à polícia apurar.
- A autora das cartas, Patricia Clegg, 74 anos, descreve-se como “a pensioner local” e confirmou à imprensa que é membro do Reform UK e que foi solicitada a escrever a carta.
- A campanha do Reform UK disse que o material foi encomendado com o imprint legal completo, mas houve erro durante a impressão, e o imprint foi removido sem o conhecimento do partido; a gráfica responsabilizou-se pelo erro.
O partido Reform UK será alvo de uma investigação policial em Gorton e Denton após admitir ter enviado cartas de uma suposta vizinha preocupada que não informavam que o material era financiado e distribuído pelo partido. A polícia de Greater Manchester confirmou o recebimento de um boletim sobre a violação da lei eleitoral.
Vários eleitores da circunscrição relataram ter recebido as cartas, escritas em uma tipografia que imita a letra de uma aposentada de 74 anos. O conteúdo não trazia o imprint obrigatória que identifique o financiador e o impressor, conforme exige a legislação.
A autora das mensagens, Patricia Clegg, confirmou à imprensa ser filiada ao Reform UK e ter sido solicitada a redigir a carta. Ela disse ter aceitado o pedido e ter deixado o restante com a equipe da campanha.
A equipe de Reform afirmou que o texto foi encomendado a um impressor com o imprint legal correto, mas houve um erro no processo de impressão, que removeu o imprint sem o conhecimento do partido. A gráfica Hardings Print Solutions Ltd reconheceu a responsabilidade pelo erro.
A polícia de Greater Manchester informou que recebeu o relato na sexta-feira e que apura a violação da lei eleitoral. Já a Electoral Commission reiterou que todo material de campanha precisa possuir imprint identificando o promotor e o impressor, e que a omissão é crime.
Dois ou três parágrafos adicionais destacam ainda que o material circulou em grupos locais do Facebook e WhatsApp. Um eleitor não filiado relatou ter informado o departamento de eleições da prefeitura de Manchester sobre o ocorrido.
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