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Polícia britânica investiga Mandelson por ligações com Epstein

Polícia britânica realiza buscas em duas moradas ligadas a Peter Mandelson na investigação de conduta pública, após revelações sobre ligações com Jeffrey Epstein

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
British Ambassador to the United States Peter Mandelson walks on the day British Prime Minister Keir Starmer holds an emergency Cobra meeting to discuss Israel-Iran conflict, in London, Britain, June 18, 2025. REUTERS/Jaimi Joy/File Photo/File Photo
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  • A polícia britânica realizou buscas em dois endereços ligados a Peter Mandelson como parte de apuração de má conduta no cargo público.
  • Os endereços ficam em Wiltshire, no sul da Inglaterra, e em Camden, Londres; o suspeito tem 72 anos e não houve prisão.
  • As buscas seguem após divulgações do Departamento de Justiça dos EUA sugerindo vazamento de documentos e pagamentos entre Epstein, Mandelson e seu então parceiro.
  • A nomeação de Mandelson como embaixador britânico nos EUA, em 2024, gerou críticas; o primeiro-ministro Keir Starmer pediu desculpas pela decisão.
  • A divulgação de mais documentos depende de autorização governamental; Starmer afirmou que liberará informações relacionadas a Mandelson, desde que não atrapalhem a investigação.

Oito pares de olhos do público, imprensa e autoridades se voltaram para Peter Mandelson nesta sexta-feira, quando a polícia britânica confirmou buscas em dois endereços ligados ao ex-ministro em investigação sobre abuso de poder público. As buscas ocorreram após reportagens sobre os laços entre Mandelson e Jeffrey Epstein. A investigação não resultou em prisão de momento, e o suspeito é um homem de 72 anos.

As autoridades informaram que cumpriram mandados de busca em Wiltshire, no sul da Inglaterra, e em Camden, em Londres. Não houve detenção e a Polícia manteve o silêncio sobre detalhes além da idade do investigado. A operação faz parte de apurações sobre suposto abuso de poder público.

Contexto e desdobramentos

Documentos do Departamento de Justiça dos EUA, tornados públicos recentemente, sugerem que Mandelson pode ter repassado informações a Epstein e que este último pagou a Mandelson e a seu então parceiro, hoje marido. Esses dados reacenderam críticas ao líder do Labour, Keir Starmer, por indicar Mandelson como embaixador nos EUA em 2024.

Na sequência, Starmer pediu desculpas pela nomeação, e o governo informou estar à disposição para apoiar a polícia. Mandelson deixou o Labour em setembro e deixou o Senado Britânico na terça-feira, sem comentar o assunto até o momento. A divulgação de novos e-mails detalha que Mandelson enviou a Epstein, em 2009, um memorando sobre possíveis vendas de ativos britânicos e mudanças tributárias, além de ter informado, em 2010, sobre um eventual resgate de 500 bilhões de euros pela UE.

O que se sabe até agora

A polícia iniciou a investigação na terça-feira, após receber relatos de suposto mau funcionamento no serviço público, com encaminhamento do governo. As autoridades não divulgaram o teor completo das investigações, apenas a natureza da apuração. O governo declarou que está pronto para oferecer apoio às forças policiais.

Mandelson não respondeu a mensagens de contato solicitando comentário. O caso permanece em fase investigativa, com novas informações aguardadas conforme a apuração avança e mais documentos possivelmente sejam analisados pelas autoridades.

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