- Um ministro do Trabalho recebeu fichas de inteligência sobre jornalistas que investigavam o thinktank Labour Together, ligado a Keir Starmer.
- Os documentos teriam sido entregues a Josh Simons, então presidente da Labour Together, e hoje ocupa cargo no Gabinete.
- A APCO Worldwide produziu relatórios sobre jornalistas do Guardian e do Sunday Times, buscando identificar fontes das matérias sobre irregularidades no financiamento do thinktank.
- A ligação de Simons com Morgan McSweeney, chefe de gabinete, e o papel de McSweeney na contratação da APCO são alvo de escrutínio.
- MPs pedem investigação e demissão de funcionários próximos a Downing Street; críticos acusam a operação de manchar a reputação do Labour.
O ministro do Labour recebeu cópias de arquivos de inteligência sobre jornalistas. Os documentos foram entregues pessoalmente a Josh Simons, hoje ministro no Cabinet Office, quando ele chefiava o thinktank Labour Together. As informações surgem em meio a investigações sobre financiamentos do grupo e a relação com a consultoria APCO Worldwide.
Segundo fontes, Simons foi briefingado pela APCO sobre o relatório final, que analisou jornalistas que haviam coberto irregularidades no financiamento do thinktank. Entre os veículos citados estão o Guardian e o Sunday Times, que haviam noticiado sobre a origem dos recursos. A APCO também buscou identificar fontes das reportagens.
Contexto e ligações
As revelações ampliam o escrutínio sobre a relação entre Labour Together, a equipe de liderança de Keir Starmer e o staff central, Morgan McSweeney, que chefiou Labour Together e agora atua no governo. A investigação sobre possível envolvimento de McSweeney na contratação da APCO também é mencionada por fontes.
O material de APCO foi primeiramente divulgado pelo Substack Democracy for Sale. Downing Street não comentou se McSweeney tinha conhecimento da contratação. Pessoas próximas afirmam que ele manteve proximidade com a estratégia de Labour Together mesmo após deixar o cargo.
Repercussões políticas
Membros do Partido cobraram respostas e pedidos de apuração. Um ex-líder oposicionista classificou as investigações como chocantes e pediu transparência. Parlamentares destacaram a necessidade de esclarecer a atuação de Labour Together e seus operadores.
Relatórios internos da APCO, encomendados pela Labour Together, nomearam jornalistas de várias redações como “pontos de interesse” para entender a origem das informações publicadas e possíveis fontes. A APCO também avaliou conteúdos de redes sociais relacionados às reportagens.
Situação atual
Simons e Tom Harper, líder da APCO, não comentaram o caso quando solicitados. A reportagem reforça dúvidas sobre o papel de Simons como ministro do governo e seu vínculo com estratégias do thinktank. A Labour Together não emitiu posicionamento oficial sobre o assunto.
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