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Escritório de Mandelson buscou negócios com estatais russas e chinesas, dizem e-mails

Emails revelam que Mandelson e Wegg-Prosser buscaram clientes estatais na Rússia e na China após deixarem o cargo, antes da fundação do Global Counsel

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Peter Mandelson in 2010. The peer and Benjamin Wegg-Prosser both met Jeffrey Epstein in March 2010.
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  • A empresa de lobbying de Peter Mandelson buscou negócios com empresas controladas pelos governos russo e chinês logo após ele deixar o cargo, segundo e-mails que Mandelson repassou a Jeffrey Epstein.
  • Entre os potenciais clientes estavam a Rusnano, fundo estatal de investimentos russo, e a China International Capital Corporation (CICC), estatal chinesa.
  • Os e-mails mostram que Mandelson e Wegg-Prosser, ainda antes da fundação formal da Global Counsel, tentavam fechar contratos com clientes estrangeiros lucrativos enquanto Mandelson era membro da Câmara dos Lordes.
  • Wegg-Prosser conheceu Epstein na casa dele, em Nova York, em 2010, para discutir negócios; a reunião durou cerca de 25 minutos, a pedido de Mandelson.
  • Em 2010 e 2011, houve menções a outras possibilidades, como Sberbank e potenciais clientes na Grécia e no Irã, com a Global Counsel buscando oportunidades de consultoria de comunicação de alto valor.

Peter Mandelson, ex-ministro e hoje aliado a Global Counsel, buscou clientela entre empresas controladas por governos russo e chinês logo após deixar o cargo, conforme emails que o ex-ministro encaminhou a Jeffrey Epstein. As mensagens indicam esforços para atrair negócios estrangeiros de alto valor.

Benjamin Wegg-Prosser, sócio de Mandelson na Global Counsel, participou ativamente das tratativas. Segundo os emails, eles discutiram oportunidades com Rusnano, fundo estatal russo, e com a estatal China International Capital Corporation. O objetivo era ampliar a atuação internacional da consultoria.

Encontros e contextos

Os documentos mostram encontros entre Wegg-Prosser e Epstein em Nova York em 2010, quando Mandelson ainda era ministro empresarial. A reunião ocorreu no endereçamento do mecenas, com duração de cerca de 25 minutos, segundo registros internos.

No período, Mandelson já era figura de destaque na Câmara dos Lordes, tendo deixado o governo em 2010 após eleições. Pouco depois, ele começou a buscar oportunidades com Glencore e BP, além de avançar com a formação da Global Counsel.

Potenciais clientes e caminhos

Em agosto de 2010, a lista de potenciais clientes incluiu Sberbank, banco estatal russo, segundo um e-mail. Em outubro, houve menção a Rusnano como canal para negócios com o setor tecnológico russo. As discussões teriam ocorrido antes de tensões pela invasão da Ucrânia.

Já em 2011, a Global Counsel passou a mirar a China International Capital Corporation, com Wegg-Prosser enviando leads a James Palumbo. Palumbo sugeriu propostas de alto valor para contratos de consultoria de longo prazo.

Outros contatos e reconhecimentos

Entre as possibilidades, o material menciona a empresa de defesa BAE Systems como potencial cliente, apesar de não haver registro de contratação. Depois, Mandelson buscou ligações com figuras políticas para ampliar contatos internacionais.

Contexto político

As revelações chegam em meio a crise política no Reino Unido, com o primeiro-ministro sob pressão após a divulgação de ligações de Mandelson com Epstein. A Global Counsel tentou distanciar-se, retirando direitos de voto de Mandelson e pedindo que ele se desfetasse de ações.

Reações e posicionamentos

A Global Counsel afirmou ter buscado separar-se do tema, sem confirmar contratos com clientes específicos. Mandelson não respondeu a pedidos de comentário. A empresa também não confirmou ou negou pautas de negócios com Rusnano ou CICC.

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