- O governo australiano classificou a situação como uma “emergência real” diante do aumento de ebikes no país, após dezenas de unidades terem passado pela Sydney Harbour Bridge.
- O ministro da Saúde, Mark Butler, disse que os ebikes ilegais são um grande risco nas vias e que os hospitais vêm recebendo ferimentos graves.
- Nova Gales do Sul registrou duzentos e vinte e seis ferimentos relacionados a ebikes em dois mil e vinte e quatro; nos primeiros sete meses de dois mil e vinte e cinco já foram duzentos e trinta e três ferimentos e quatro mortes.
- Em Queensland, ebikes legais participaram de duzentos e trinta e nove acidentes em dois mil e vinte e cinco, com quatro óbitos, de acordo com dados preliminares da polícia.
- A resposta envolve endurecer padrões de importação, com ebikes de rua devendo ter motor ativo apenas durante a pedalada e velocidade máxima de vinte e cinco quilômetros por hora e potência de duzentos e cinquenta watts; NSW reduziu o limite de cinquenta watts para duzentos e cinquenta watts. Além disso, há educação e fiscalização, com iniciativas em escolas e cooperação com a polícia para coibir “rideouts” e vender menos modelos ilegais.
O governo australiano classificou a situação como uma emergência por causa do crescimento das e-bikes. Na última quarta-feira, a Sydney Harbour Bridge recebeu dezenas de bicicletas elétricas e motos elétras, em um episódio que mobilizou autoridades e gerou debates sobre segurança e regulamentação.
O ministro da Saúde, Mark Butler, disse que as e-bikes ilegais representaram um risco real para as vias públicas. Ele destacou que ferimentos graves chegam aos hospitais e reforçou a necessidade de endurecer a fiscalização e destruir equipamentos não conformes.
Nações e estados registraram números preocupantes de acidentes. Em NSW, 226 ferimentos ligados a e-bikes ocorreram em 2024, e em 2025 houve 233 ferimentos e quatro mortes nos primeiros sete meses. Dados preliminares de Queensland apontam 239 quedas em 2025, com quatro óbitos.
Entre usuários, jovens descrevem as e-bikes como fonte de independência. Ben Boucher, 16 anos, comprou a dele no fim de 2025 e afirma que muitos colegas passaram a ir a escola de bicicleta. Ele também alerta para o risco de crianças não entenderem as regras de trânsito.
Define-se um pico de produção e venda desde 2022 em NSW, com o setor enfrentando mudanças regulatórias em 2025. As novas regras federais, em vagas de importação, passaram a exigir motores que só funcionem com pedalar e velocidades limitadas a 25 km/h, com potência de 250 watts.
O setor aponta que limitações de potência podem não deter compras. O comerciante Tadana Maruta, dono da Pedl bikes, afirmou que versões com maior potência ainda chegam ao público, ainda que de forma irregular, e que muitos usuários não respeitam as orientações de uso em vias públicas.
Encontros informais de ciclismo em cidades australianas, conhecidos como rideouts, passaram a ser alvo de fiscalização mais rigorosa. Em Melbourne, operações já interceptaram bicicletas elétricas ilegais associadas a acontecimentos públicos, como parte de estratégias de controle.
Entidades de defesa, como Bicycle NSW, defendem educação sobre leis e uso responsável. A organização participa de programas educativos em escolas com o objetivo de reduzir incidentes entre adolescentes, pais e lojistas.
Aumento da fiscalização, alinhado a mudanças regulatórias, permanece como eixo central. Autoridades destacam a necessidade de equilíbrio entre mobilidade urbana sustentável e segurança viária, sem favorecer moderação abrupta ou discriminação contra usuários legais.
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