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Alvo da PF é apadrinhado de Alcolumbre no AP e foi tesoureiro em 2022

Operação da PF apura aportes da Amprev no Banco Master; Jocildo Silva Lemos, apadrinhado de Davi Alcolumbre, é um dos alvos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, alvo da PF hoje, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Carnaval de 2025
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  • A Polícia Federal deflagrou operação para investigar aportes da Amprev (Amapá Previdência) no Banco Master; dentre os alvos está o diretor-presidente Jocildo Silva Lemos, indicado a dedo pelo senador Davi Alcolumbre para a Amprev.
  • Lemos foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre em 2022 e, em 2023, tomou posse como presidente da Amprev; ele integra também a executiva do União Brasil no Amapá.
  • Além de Lemos, são investigados dois membros do comitê de investimento da Amprev — Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves — que votaram a favor de aplicações no Master em reuniões de julho de 2024.
  • Em 2024, a Amprev realizou aportes de ao menos R$ 400 milhões no Banco Master, conforme apuração da PF, mesmo após alertas do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público Federal.
  • Alcolumbre afirmou não possuir influência em nomeações, decisões administrativas ou investimentos da Amprev; a reportagem apurou que a instituição e a direção não comentaram o caso.

O diretor-presidente da Amprev (Amapá Previdência), Jocildo Silva Lemos, esteve entre os alvos da operação da Polícia Federal que apura aportes da instituição no Banco Master. A ação ocorreu nesta sexta-feira, com mandados de busca e apreensão na capital Macapá.

Lemos foi indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tomou posse em janeiro de 2023. Em maio de 2024, ele agradeceu ao governador Clécio Luís e a Alcolumbre pela indicação, em evento público. Em 2022, ele atuou como tesoureiro da campanha do senador, que não figura entre os investigados na operação.

A Amprev integra a executiva do União Brasil no Amapá e também comanda a Liesap, liga das escolas de samba do estado. A operação de hoje envolve ainda dois membros do comitê de investimento da Amprev, que votaram favoravelmente a aplicação no Banco Master em três reuniões de julho de 2024.

A investigação mira os aportes da Amprev ao Master, com informações de que a instituição investiu ao menos R$ 400 milhões no banco em 2024. Os mandados são executados pela Justiça Federal, na cidade de Macapá, e visam esclarecer possíveis irregularidades no processo de investimento.

Além de Lemos, participam da apuração Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, ligados ao comitê de investimento da Amprev. As investigações ressaltam que alertas do TCU e do MPF sobre o Master teriam sido ignorados pela gestão da Amprev na decisão de investir.

O histórico de Lemos envolve formação em administração, passagem pelo TCE e pelo extinto IPEAP, atuação como Secretário de Finanças de Macapá e conselheiro da Macapá Previdência. Antes da Amprev, ele chefiou a superintendência de programas de governo da Eletrobras/Eletronorte.

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