- O restauro do Palácio de Westminster pode custar £40 bilhões e levar até 61 anos, segundo relatório da comissão criada para orientar o projeto.
- Há duas opções para MPs e pares escolherem: decantação total por 19 a 24 anos, custo de até £15,6 bilhões; ou decantação gradual por 38 a 61 anos, custo de até £39,2 bilhões.
- Também foi apresentada uma fase inicial de £3 bilhões para obras no Parlamento, incluindo renovação interna da Torre Victoria, construção de uma estrutura de serviço no Thames e início de túneis subterrâneos, com duração de sete anos, possível a partir de 2026.
- O relatório aponta estado crítico do edifício, com gastos de manutenção de £1,5 milhão por semana e aumento de 70% nas atividades entre 2021 e 2024; há relatos de problemas de aquecimento, esgoto e uso de RAAC.
- Críticos afirmam que o custo é “eye-watering” e que há falta de responsabilização e governança clara, com preocupações sobre burocracia e atrasos na decisão sobre o modelo de gestão do projeto.
O novo relatório sobre a restauração do Palácio de Westminster aponta um custo estimado de 40 bilhões de libras e um prazo de até 61 anos. O documento foi divulgado pelo conselho responsável por orientar a negociação do projeto, que busca definir a melhor forma de renovar o conjunto histórico em Londres.
Segundo o estudo, MPs e pares terão de escolher entre duas propostas, dentre quatro previstas originalmente. A primeira prevê um afastamento completo das casas, com a Câmara dos Comuns e o Senado ocupando instalações próximas desde 2032, por 19 a 24 anos, com custo de até 15,6 bilhões de libras.
A segunda opção, chamada de decantação escalonada, prevê a saída do Senado por 8 a 13 anos, e a Câmara dos Comuns ocupando a Sala do Senado por até dois anos, em um período total de 38 a 61 anos, com custo de até 39,2 bilhões de libras.
Plano inicial de obras contempla 3 bilhões de libras para reparos no início, incluindo reforma interna da Torre Victoria, construção de uma plataforma de atracação no Tâmisa para entregas por rio e início de galerias subterrâneas. Esses trabalhos teriam duração de sete anos, com possibilidade de início em 2026, caso aprovados. A decisão sobre a opção final seria prevista para meados de 2030.
MPs, pares e autoridades parlamentares divergem sobre a melhor forma de executar as obras de reparo, diante de preocupações com fiação antiga, amianto e alvenaria instável, fatores que aumentam o risco de incidentes no patrimônio da Unesco Westminster.
A Secretaria de Senado relata problemas frequentes de aquecimento, saneamento e fechamento de sanitários devido ao uso de material autocalcado com aeração reforçada (RAAC). Entre 2016 e 2024 foram registrados 36 incidentes de incêndio, 12 de amianto e 19 de ocorrências em maçonaria no complexo.
O relatório da comissão de restauração sustenta que o estado do Palácio se tornou crítico, com gastos de manutenção estimados em 1,5 milhão de libras por semana. O número de tarefas de manutenção aumentou 70% entre 2021 e 2024.
Críticas destacam a falta de responsabilização e governança. O porta-voz sombra do governo, Jesse Norman, ressalta que decisões-chave foram tomadas sem clareza de responsabilidade ou orçamento, o que dificulta a gestão e aumenta incertezas sobre o custo do projeto.
Norman também alerta para o risco de aumentar a burocracia com a proposta de nova estrutura de três conselhos para supervisionar o andamento, o que poderia atrasar o processo e dispersar responsabilidades. A sugestão é de maior transparência e definição de responsáveis.
Entre na conversa da comunidade