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PM grego afirma que não desistiu da relação transatlântica

Mitsotakis afirma que não desistiu da relação transatlântica e defende autonomia estratégica europeia, com maior esforço de defesa e parceria com os EUA

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Mitsotakis afirma que não abriu mão da relação transatlântica e ressalta a importância da parceria com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que defende maior autonomia estratégica europeia e aumento dos gastos com defesa.
  • Grécia mantém parceria estratégica privilegiada com os EUA e busca soluções conjuntas em energia, segurança e defesa, sempre pautadas pelo direito internacional.
  • O país defende que a Europa aumente o investimento em defesa, propondo mecanismos de financiamento comuns e maior competitividade econômica para sustentar esse esforço.
  • Um naufrágio no mar Egeu deixou 15 migrantes mortos; há promessa de investigação completa e transparência sobre o que ocorreu envolvendo a Guarda Costeira.
  • Sobre Gaza, Atenas não aderiu à Cabina da Paz proposta pelos EUA, sugerindo a possibilidade de participação apenas para Gaza sob resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Grécia mira uma defesa europeia mais autônoma sem abrir mão da relação com os EUA. Em entrevista ao FP Live, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis explicou que Atenas mantém parceria estratégica com Washington, apesar das mudanças no cenário global. Ele afirmou que o esforço de defesa do continente precisa crescer.

Mitsotakis ressaltou que a Grécia já gasta mais de 3% do PIB em defesa, acima da média europeia, e que isso se deve a desafios regionais, especialmente com a Turquia. Para ele, é essencial fortalecer a segurança europeia mesmo diante de oscilações na relação transatlântica.

Ele também destacou a importância de manter a ordem internacional baseada em leis, mas reconheceu a necessidade de construir capacidades de defesa próprias. Em paralelo, defendeu mudanças estruturais na União Europeia para viabilizar maiores investimentos em defesa.

Riquezas e tensões da relação transatlântica

O premiê afirmou não ter desistido da relação com os Estados Unidos e descreveu uma parceria privilegiada com Washington, com cooperação em energia e segurança. Ao mesmo tempo, disse que a UE precisa reforçar sua posição estratégica para não depender apenas do apoio norte-americano.

Mitsotakis tratou de questões como o papel do Ocidente no Ártico, a viabilidade de um eixo europeu de defesa e a adoção de instrumentos comuns de financiamento. Segundo ele, soluções que unam competitividade econômica e investimento em defesa são cruciais.

Autonomia estratégica e financiamento da defesa

O premiê defendeu que a Europa não pode depender apenas da NATO nem do dinheiro dos EUA para segurança. Propôs ampliar o crescimento econômico como condição para financiar defesa, citando exemplos nacionais de gestão fiscal responsável e uma taxa de desemprego em queda na Grécia.

Ele sugeriu criar um instrumento financeiro europeu para projetos de defesa, inspirado em programas de recuperação pós-pandemia. A ideia é viabilizar tecnologia local, start-ups e inovação, fortalecendo a indústria de defesa do bloco.

Relações com a Turquia e migração

Sobre a Turquia, Mitsotakis informou que visitará Ancara com uma delegação, buscando manter um canal aberto mesmo com divergências históricas na delimitação de zonas marítimas. Em paralelo, abordou a tragédia de 15 migrantes no Egeu, cobrando investigação completa e transparência.

O premiê reafirmou uma linha firme: combate à migração irregular com vias legais de migração, proteção das fronteiras e responsabilidade na assistência a quem recebe asilo. Ele ressaltou ainda que a Grécia tem feito reformas internas para sustentar o estado de bem-estar.

Gaza, Board of Peace e posicionamento europeu

No âmbito externo, Mitsotakis explicou por que não aderiu ao Board of Peace proposto pelo governo dos EUA para Gaza, defendendo a ideia de um caminho específico para Gaza, sob resolução do Conselho de Segurança da ONU e com opção de adesão limitada.

Ele ressaltou que a posição europeia busca equilíbrio entre segurança nacional e compromissos humanitários, evitando soluções que ampliem estruturas fora do escopo original. O objetivo é manter dialogue e cooperação com aliados.

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