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Missões no Estreito de Taiwan tratam do direito internacional

Missões no Estreito de Taiwan visam o direito internacional, não provocação, afirma diplomata francês; reforçam manter status quo e cooperação do G7

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Franck Paris, diretor do Escritório da França em Taipé, diz que missões navais no Estreito de Taiwan buscam inapelavelmente o direito internacional, não provocação.
  • Paris afirma que é prática enviar ativos navais em águas internacionais sem provocação, para deixar claro que a lei internacional prevalece na região.
  • O reforço ocorre enquanto a França preside o Grupo dos Sete (G7) no próximo ano, com declarações recentes reiterando o status quo e a oposição ao uso da força.
  • Navios dos EUA passam pelo estreito a cada poucos meses, provocando a reação de Pequim; aliados como França, Austrália, Reino Unido e Canadá também realizam transits ocasionais.
  • Taiwan vê com aceitamento tais transits como apoio à liberdade de navegação; França mantém laços estratégicos e fornece manutenção de ativos militares vendidos à ilha.

O envio de missões navais por países estrangeiros ao estreito de Taiwan é uma atuação para afirmar o direito internacional, não para provocar, afirmou Franck Paris, chefe interino da representação da França em Taipei. A declaração ocorreu nesta quinta-feira durante entrevista a jornalistas.

Paris destacou que as operações são realizadas em águas internacionais, buscando deixar claro que a lei internacional deve prevalecer na região. O diplomata falou em meio a viagens que costumam irritar a China, que considera o estreito parte de suas águas territoriais.

O estreito, conexo a Taiwan, é de alto interesse estratégico e tem sido alvo de respostas firmes de Beijing quando navios estrangeiros navegam pela rota. EUA mandam navios pela região a cada poucos meses, provocando reacções chinesas.

Além dos Estados Unidos, aliados como França, Austrália, Reino Unido e Canadá já realizaram travessias ocasionais pelo estreito. Paris mencionou que é comum ver declarações do G7 reforçando a manutenção do status quo e o repúdio ao uso da força.

Segundo o diplomata, a última travessia pública de um navio francês no estreito ocorreu em 2024. Taiwan, que rejeita as reivindicações de soberania chinesa, recebe com apoio a liberdade de navegação essas operações.

Paris afirmou que, mesmo sem relações diplomáticas formais, a França mantém parceria com Taiwan, considerado um aliado democrático. Países europeus já apoiaram a defesa taiwanesa por meio de fornecimento de equipamentos e manutenção de ativos.

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