- A nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, feita pelo premiê Keir Starmer, gerou críticas após revelações sobre ligações com Jeffrey Epstein e possível vazamento de assuntos governamentais.
- E-mails mostram Mandelson próximo de Epstein e possível envio de informações sobre venda de ativos britânicos e mudanças tributárias; Mandelson nega ter recebido pagamentos.
- Mandelson foi exonerado como embaixador em setembro de 2025 e hoje é alvo de investigação policial por possível má conduta no cargo.
- A posição de Starmer ficou sob pressão, com seis parlamentares do Labour questionando seu julgamento e liderança, citando o escândalo como enfraquecimento do governo.
- Analistas apontam que o episódio aumenta as chances de mudança de governo, com as eleições locais de maio servindo como ponto de pressão.
O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta críticas crescentes após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA. A escolha, feita no fim de 2024, foi apresentada como estratégica para fortalecer relações com Washington, mas hoje é usada por críticos para questionar o julgamento de Starmer. A controvérsia envolve ligações passadas de Mandelson com Jeffrey Epstein e acusações de divulgação de assuntos do governo.
A revelação de emails mostrou supostos contatos entre Mandelson, Epstein e discussões sobre vendas de ativos e mudanças tributárias, segundo documentos do governo dos EUA. Mandelson nega ter recebido pagamentos e diz não se recordar de favorecimentos, enquanto não comentou publicamente as acusações.
Essa investigação ocorre em meio a pressões internas no Partido Trabalhista. Seis parlamentares da bancada, de diferentes tendências, afirmam em condição de anonimato que o episódio enfraquece Starmer, que já enfrenta críticas por políticas e financiamento de campanha. A mudança de clima interno aumenta a tensão antes das eleições locais de maio.
Ex-assessor de premiês e veterano da liderança trabalhista, Mandelson foi apresentado como pessoa capaz de abrir caminhos com os EUA e de dominar a agenda diplomática. A nomeação foi recebida com elogios iniciais ao seu histórico em negociações e na União Europeia, mas o cenário mudando ao redor de seu vínculo com Epstein.
A reação no governo tem sido de defesa de Starmer, que sustenta ter sido enganado pelo assessor e promete disponibilizar documentos sobre o processo de nomeação. Em resposta, o premiê afirmou compartilhar a indignação com o que considera uma prática de esconder contradições de figuras influentes.
Analistas de risco político passaram a estimar a probabilidade de mudança de liderança neste ano, com impactos sobre a governabilidade e o humor dos mercados. A avaliação da Eurasia Group aponta para maior pressão interna sobre Starmer, citando danos irreparáveis à imagem do governo.
Parlamentares próximos a Starmer destacam que a crise pode ter consequências especialmente antes das eleições locais. Alguns deles indicam que a situação pode exigir reorganização na liderança, incluindo a necessidade de esclarecer a estratégia de comunicação do governo.
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