- O presidente Lula tem feito movimentos dentro do PT e com aliados para barrar a vitória da direita no Senado em 2026.
- Do total de 81 cadeiras, 54 serão renovadas; a esquerda precisa manter as atuais e eleger ao menos 13 senadores adicionais, totalizando 34 vagas desejadas pelo governo.
- A estratégia inclui lançar nomes tradicionais ou de projeção local, incluindo ministros, para concorrer aos mandatos em diferentes estados.
- Gleisi Hoffmann (PT) é pré-candidata ao Senado pelo Paraná, ocupando espaço antes preenchido pelo diretor-geral de Itaipu, Enio Verri.
- Em São Paulo, o PT avalia”为 Haddad, Marina Silva ou Simone Tebet como possíveis opções para uma das vagas, dependendo da disputa estadual e do governo paulista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, nos últimos dias, as articulações dentro do PT e com partidos aliados para barrar a ofensiva da direita no Senado Federal em 2026. A meta é evitar que a oposição alcance a maioria na Casa, com 54 cadeiras disputadas.
A estratégia envolve manter as cadeiras já sob domínio da esquerda e ampliar a bancada, contando com a ajuda de nomes tradicionais e de projeção local. A movimentação ocorre em meio a cotações de pesquisas e cenários de governabilidade.
Lula já sinalizou a necessidade de eleger senadores para sustentar o governo, especialmente diante da possibilidade de atritos com o Judiciário. O objetivo é preservar prerrogativas do Senado, como a aprovação de ministros do STF e a cassação de autoridades, com voto de dois terços.
Lula destaca ministros para concorrerem ao Senado
Entre os nomes cotados, Gleisi Hoffmann (PT) é pré-candidata ao Senado pelo Paraná, substituindo Enio Verri. A escolha busca fortalecer o projeto do governo no estado.
No Paraná, pesquisa recente indica que Enio Verri chega a apenas a quinta posição, o que reforça a aposta em nomes com maior capilaridade regional. A informação foi divulgada pelo Paraná Pesquisas.
Em São Paulo, a bancada tem mira em nomes do próprio governo e de aliados para ocupar uma das vagas no Senado, com possibilidade de Haddad, Marina Silva ou Simone Tebet entre os favoritos, conforme cenário de disputa pelo governo no estado.
Caso o governo paulista tenha mudança de planos, a chapa Haddad-Alckmin pode abrir espaço para Marina Silva ou Tebet disputarem o Senado, conforme evolução da corrida ao governo paulista e alianças regionais.
Fora de São Paulo, outros ministros e quadros do PT aparecem na lista de prováveis candidatos, como Rui Costa (Casa Civil, Bahia) e nomes de apoio de alianças, que também podem concorrer em Mato Grosso e Pernambuco, respectivamente.
Além do PT, aliados também são sondados para compor o Senado, com nomes de outras legendas avaliados para manter a sustentação do governo, independentemente de cenários eleitorais locais. Cobertura com foco em neutralidade e veracidade.
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