- O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou a filiação de seis deputados estaduais do PSDB à sigla na Alesp.
- Além dos seis tucanos, Dirceu Dalben, do Cidadania, também migrará para o PSD, ocupando uma cadeira na assembleia.
- Com as mudanças, o PSDB passa a ter apenas dois deputados na Alesp, a menor bancada da história, enquanto o PSD sobe de quatro para onze cadeiras.
- A filiação ocorrerá em quatro de março, durante a janela partidária.
- O movimento é visto como fortalecimento de Kassab na base de Tarcísio de Freitas, em meio ao esvaziamento do PSDB.
Nesta quinta-feira (5), o PSD anunciou a filiação de seis deputados estaduais do PSDB da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A confirmação veio com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que também atua como secretário de Governo e Relações Institucionais do estado. A filiação ocorrerá no dia 4 de março, durante a janela partidária.
A mudança reduz a bancada tucana na Alesp para apenas dois parlamentares, a menor da história da casa. O PSD passa a ter 11 cadeiras, alargando sua presença no Legislativo. Além dos dois tucanos, a adesão inclui Dirceu Dalben, do Cidadania, que passa a ocupar uma cadeira na assembleia.
Historicamente, o PSDB já foi a sigla mais influente da Alesp, mas perdeu força após a saída do então governador João Doria em 2022 e a derrota nas eleições seguintes. Em 2024, o partido não venceu prefeituras relevantes nem renovou seu espaço na Câmara Paulista.
A movimentação é observada como fortalecimento do PSD na base de apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Kassab celebrou a parceria e reforçou o compromisso com a gestão de Tarcísio e a reeleição em 2026, segundo divulgação nas redes sociais.
Analistas indicam que a ampliação da bancada do PSD na Alesp aumenta o poder de negociação de Kassab dentro do governo paulista. Segundo Leandro Consentino, do Insper, a estratégia pode consolidar Kassab como ator central, mesmo em cenário de desidratação do PSDB.
Para Letícia Mendes, cientista política, o esvaziamento do PSDB revela a ausência de figuras de peso no partido, dificultando a reconstrução de uma liderança visível tanto em São Paulo quanto no plano nacional.
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