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Jato particular de amigo de Trump usado pela ICE para deportar palestinos à Cisjordânia

Jet particular, de empresário próximo a Trump, é usado pela ICE para deportar palestinianos de Arizona à Cisjordânia

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A Guardian investigation has established the flight was part of a secretive US government operation to deport Palestinians arrested by ICE.
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  • No dia 21 de janeiro, oito palestinos foram deportados dos EUA para a região ocupada da Cisjordânia, após desembarcarem em Tel Aviv, em um jato particular Gulfstream de Gil Dezer, empresário ligado a Donald Trump.
  • O voo, operado pela Journey Aviation para a ICE, fez escalas de reabastecimento em New Jersey, Irlanda e Bulgária durante a viagem de ida, segundo rastreamento de aeronaves.
  • Em Haifa, o diário The Guardian e a +972 Magazine identificaram o grupo de deportados; entre eles estava Maher Awad, de 24 anos, que vive há anos nos EUA.
  • A segunda viagem, com outro grupo de palestinos, ocorreu no dia 1º de fevereiro, também para Tel Aviv, e houve encaminhamentos para a Cisjordânia, segundo as fontes.
  • Autoridades e especialistas indicam que as operações de deportação com jatos privados representam uma mudança de política associada à campanha de deportação em massa, com custo estimado entre centenas de milhares de dólares.

O grupo de oito palestinos deportados pela Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) a Israel via um jato particular utilizado por empresários próximos à família Trump foi transportado de Arizona a Tel Aviv, em uma operação que envolveu o governo dos EUA e apoio indireto de autoridades israelenses. O voo ocorreu na manhã de 21 de janeiro, quando os homens foram deixados em um posto de controle na Cisjordânia, após terem sido mantidos em voo com pulsos e tornozelos algemados.

Segundo reportagens, o jato Gulfstream pertence ao empresário imobiliário Gil Dezer, conhecido parceiro de negócios do clã Trump. A aeronave, descrita por Dezer como seu “toy”, foi contratada pela ICE por meio da Journey Aviation, com paradas de reabastecimento em Nova Jersey, Irlanda e Bulgária, antes de chegar a Tel Aviv. A aeronave já havia feito voos de remoção para outros países antes de operar para Israel.

Contexto e desdobramentos

Relatos indicam que o voo foi parte de uma operação norte-americana sensível politicamente, voltada a deportações de palestinos detidos pela ICE para a Cisjordânia. Maher Awad, 24 anos, natural da Cisjordânia, estava entre os deportados; ele viveu nos EUA por quase uma década e descreveu a experiência recente como devastadora. Outros passageiros, como Sameer Isam Aziz Zeidan, também apontaram dificuldades relacionadas aos tempos de detenção e ao distanciamento com familiares.

A viagem de retorno ocorreu em seguida, com um segundo grupo de palestinos deportados em 1º de fevereiro, chegando a Tel Aviv e, segundo fontes locais, sendo encaminhados à Cisjordânia. Autoridades americanas e israelenses não forneceram detalhes sobre custos, mas fontes da indústria estimam que as operações tenham ficado entre centenas de milhares de dólares.

Perspectivas e questionamentos

Organizações de direitos humanos criticam a falta de transparência e a recorrência de voos de remoção, apontando impactos familiares e devido processo. Dezer não informou os nomes dos passageiros nem os objetivos específicos dos voos durante o período em que a aeronave esteve contratada pela Journey Aviation. A Journey e autoridades dos EUA não comentaram amplamente as operações.

Créditos e continuidade

Dados de rastreamento de aeronaves indicam paradas adicionais em Shannon, na Irlanda, e em Sofia, na Bulgária, em voos de ida e volta entre os EUA e Israel. O caso levanta questões sobre o alcance de acordos entre EUA e Israel em operações de deportação, bem como sobre a cooperação de terceiros no transporte de migrantes detidos. Fontes oficiais dos EUA e de Israel não se manifestaram sobre detalhes operacionais ou legais.

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