- O governo dos Estados Unidos vai fornecer mais seis milhões de dólares em ajuda humanitária a Cuba, elevando o total para nove milhões desde o furacão Melissa, em outubro.
- A assistência está sendo entregue pela Igreja Católica; autoridades cubanas não teriam interferido na distribuição até o momento.
- A informação foi anunciada por Jeremy Lewin, alto funcionário de ajuda humanitária do Departamento de Estado, em coletiva de imprensa.
- Enquanto isso, Washington intensifica esforços para cortar o abastecimento de petróleo à ilha, após operação para capturar Nicolás Maduro, com ameaças de tarifas a outros fornecedores como o México.
- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que o governo deve aplicar medidas temporárias na próxima semana para enfrentar a escassez de combustível e os apagões em várias províncias.
O governo dos EUA anunciou uma ajuda humanitária adicional de 6 milhões de dólares para Cuba, totalizando 9 milhões desde outubro, quando ocorreu o furacão Melissa. A entrega é feita pela Igreja Católica e não houve interferência das autoridades cubanas na distribuição, segundo o responsável de aidas do Departamento de Estado.
A notícia foi confirmada pelo executivo de assistência humanitária Jeremy Lewin, em coletiva. A medida ocorre ao mesmo tempo em que Washington intensifica o bloqueio a suprimentos de petróleo para a ilha caribenha, ampliando escassez de combustível.
Segundo Lewin, o fomento humanitário busca ajudar o povo cubano diante da crise que vai além dos danos de Melissa. Ele indicou que as lojas administradas pelo governo sofrem com falta de estoque, agravando a situação de alimentação.
Contexto e desdobramentos
O governo americano informou que a decisão de cortar o petróleo vem acompanhado de ameaças de tarifas a outros fornecedores, caso continuem a enviar combustível. Em contrapartida, autoridades cubanas sinalizaram medidas temporárias para enfrentar racionamento e blecautes.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel mencionou planos de implementação de medidas de curto prazo para enfrentar a escassez energética. A preparação de políticas de uso de energia deve ocorrer nas próximas semanas.
O governo dos EUA separa, assim, a assistência humanitária de ações diplomáticas e comerciais. O objetivo declarado é aliviar a crise humanitária enquanto mantém pressão sobre políticas cubanas.
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