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Esquerda que caminhou com Nikolas vira direita após afastamento da filha

Ex-influenciador Stoppa abandona a esquerda, apoia a direita após distanciamento da filha e crítica à Lei de Alienação Parental

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Leonardo Stoppa relata alienação parental e afirma que a ideologia de esquerda destruiu sua família (Foto: Arquivo pessoal/Leonardo Michel Rocha Estopa )
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  • Leonardo Stoppa, ex-influenciador de esquerda com quase meio milhão de seguidores, passou a apoiar a direita e abriu um novo canal no YouTube.
  • Ele participou da caminhada de 240 quilômetros conduzida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em janeiro.
  • A mudança ocorreu após ser afastado da filha de sete anos, levando-o a questionar a posição da esquerda sobre alienação parental.
  • Deputadas do PSOL propõem a revogação da Lei de Alienação Parental; o projeto foi aprovado pela CCJ da Câmara em dezembro de 2025 e tramita no Congresso.
  • Stoppa diz que a demora do Judiciário para tratar o convívio com a filha dificulta o contato e cita casos de violência psicológica e distanciamento familiar como consequências.

Leonardo Michel Rocha Estopa, conhecido como Leonardo Stoppa, com quase meio milhão de seguidores no YouTube, mudou de posicionamento político. O ex-influenciador, que já era da esquerda, passou a apoiar a direita e participou de uma caminhada de 240 quilômetros conduzida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em janeiro.

A decisão de abandonar as redes da esquerda veio após Stoppa ser afastado da filha de sete anos. Ele afirma que viveu, na prática, o que a prática da alienação parental aponta como sofrimento familiar, tema que tem divisão entre partidos quanto à possível revogação da lei atual.

O caso envolve a Lei 12.318, que trata de alienação parental. Autoras do projeto que propõe revogá-la são deputadas do PSOL; a proposta já obteve aprovação na CCJ da Câmara, mas ainda tramita no Congresso. A defesa da lacuna legal sustenta que a lei, como está, pode ferir direitos de crianças.

Stoppa relatou que, a partir do afastamento da filha, percebeu um debate político que, na visão dele, celebra a possibilidade de revogação da lei. O ex-influenciador descreve a sensação de que a esquerda apoiaria medidas que agravaririam o sofrimento de crianças e de genitores.

Segundo ele, a prática de alienação parental pode levar a situações extremas, incluindo violência psicológica e riscos à convivência entre pais e filhos. O jornalista mineiro afirma que, se a convivência proper, o contato entre pai e filha fica comprometido por decisões judiciais e por medidas protetivas.

A mãe da filha de Stoppa informou, por meio de suas advogadas, que o convívio está limitado pelas medidas judiciais, dependentes de cumprimento de condições estabelecidas pelo juízo. Ainda segundo as advogadas, o contato ocorre apenas conforme as regras de segurança vigentes.

Stoppa diz ainda que, após sua participação na caminhada de Nikolas Ferreira, houve pedidos para que eventuais visitas à filha fossem supervisionadas por profissionais, em razão do histórico familiar. A defesa da mãe não se pronunciou sobre esse ponto até o fechamento desta matéria.

O ex-influenciador afirmou que as dificuldades de contato com a filha envolvem demoras judiciais que prejudicam o relacionamento. Ele alega que a demora na tramitação das visitas pode afetar o bem-estar da criança, sem oferecer detalhes de casos específicos.

Na entrevista à Gazeta do Povo, Stoppa afirmou que a divulgação sobre a revogação da LAP em grupos de alienação parental gerou mal-entendidos, pois o processo ainda está em andamento. Ele também relatou ter visto pais em desespero diante das medidas protetivas.

A defesa da mãe ressaltou que o objetivo das medidas é proteger a integridade física e psíquica da vítima, em contextos de violência psicológica e perseguição. As advogadas destacaram que o contato entre genitores deve seguir as vias legais e não pode ocorrer de forma direta entre ex-cônjugos.

Stoppa atribui à mudança de espectro político a percepção de que a pauta feminina é combatida por parte da esquerda, ao comparar com casos de feminicídio. Ele disse que, segundo sua interpretação, a retórica política pode influenciar o tratamento de famílias em crise.

O ex-influenciador agora atua como criador de conteúdo em um novo canal, alinhado à direita. Houve críticas entre seguidores, mas Stoppa diz ter encontrado uma nova linha de atuação após o distanciamento da filha e a saída das redes de esquerda.

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