- O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis, da Nova Democracia, vai conversar com Ravi Agrawal, da Foreign Policy, sobre defesa, política externa, imigração e a influência de Donald Trump na estratégia europeia.
- A Grécia tem aumentado gastos com defesa e reavaliado a política energética, reconhecendo que Atenas vê a Europa como não sendo um bloco único e percebe maior ameaça ao sul do que ao leste ou ao norte.
- Atenas busca entender autonomia estratégica europeia e as lições disso para economias de pequeno e médio porte.
- O material também aborda temas como a importância da Groenlândia para a arktik/cenário geopolítico, políticas de materiais e o papel da China e da Rússia.
- Em outra pauta, analisa-se o que poderia significar um ano da presidência de Trump 2.0 para a diplomacia global e as estratégias dos países.
Governo grego faz balanço sobre defesa, política externa e autonomia europeia em entrevista com FP
Em um momento de tensão nas relações transatlânticas, Atenas avalia o cenário geopolítico atual. Grécia tem aumentado gastos com defesa e revisando sua política energética, alinhada aos aliados da OTAN. O governo também aponta vulnerabilidades na visão europeia, destacando que a ameaça não é uniforme no continente.
O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, líder do partido Nova Democracia, participa de uma entrevista com Ravi Agrawal, da Foreign Policy. A pauta envolve defesa, imigração e impactos da atuação do governo dos EUA na estratégia europeia.
Contexto geopolítico e autonomia europeia
Governo grego afirma que a segurança nacional requer mais integração europeia em defesa. Atenção especial é dada ao sul do país, considerado mais vulnerável, em comparação com regiões leste e norte. O objetivo é discutir como obter autonomia estratégica sem abrir mão da cooperação transatlântica.
Perspectivas para economias pequenas e médias
A conversa aborda lições para economias de porte semelhante, destacando ajustes de política econômica e relações exteriores. Mitsotakis é citado como foco de debates sobre segurança energética, investimentos e alinhamento com aliados.
Economia de defesa e energia
Interlocutores discutem como aumentar capacidade dissuasória sem comprometer a estabilidade econômica. Em pauta estão gastos com defesa, modernização de equipamentos e transição energética. O tema é apresentado como central para a política interna e externa da Grécia.
Implicações para a aliança Atlântica
A entrevista analisa o papel da Grécia dentro da OTAN diante de mudanças na estratégia dos EUA. Questões sobre cooperação regional, treinamento conjunto e resposta a ameaças são exploradas como componentes da postura ateniense.
Notas sobre o panorama internacional
O diálogo também aborda o impacto de políticas americanas na Europa, incluindo dilemas sobre imigração, alianças regionais e preservação de interesses nacionais. A conversa busca mapear caminhos para estabilidade e cooperação entre países de pequeno e médio porte.
Fonte: entrevista com Kyriakos Mitsotakis, premiê grego, conduzida por Ravi Agrawal, da Foreign Policy. A conversa focaliza defesa, política externa, imigração e as consequências de decisões de Washington para a estratégia europeia.
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