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Elites e seus rituais de coesão no caso Epstein

Epstein expõe ritual de coesão entre elites, com sacralidade pagã e pacto de silêncio, tema analisado por Domhoff e Kubrick

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O pedófilo Jeffrey Epstein e sua namorada, Ghislaine Maxwell, em foto de arquivo de 2020 durante a apresentação da promotoria dos EUA à imprensa na qual foram feitas as acusações de envolvimento dela nos casos de abuso sexual. (Foto: JASON SZENES/EFE)
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  • O texto discute como as elites recorrem a símbolos pagãos ou ocultistas para sacralizar o poder, evitando o juízo moral.
  • O caso Jeffrey Epstein é apresentado como um ritual iniciático para uma seita de elite, ligado à violação de vítimas e ao pacto de silêncio.
  • Stanley Kubrick é citado por ter captado essa dinâmica em De Olhos Bem Fechados, associando a elite a uma liturgia profana.
  • O sociólogo G. William Domhoff estudou o Bohemian Grove e seus rituais, como o Cremation of Care, vistos como forma de coesão e parentalização de classe.
  • O texto aponta que, mesmo em sociedades secularizadas, resquícios da moralidade cristã persistem e que o ritual neopagão funciona como suspensão da culpa ética.

Os rituais de coesão das elites modernas costumam recorrer a símbolos pagãos, pré-cristãos ou ocultistas. Essa escolha não é casual, mas resulta de uma necessidade de sacralizar o poder sem submeter-se a uma moralidade comum ou objetiva.

A discussão parte da ideia de que o cristianismo impôs uma lei moral eterna a todos, incluindo quem detém o poder. Ao enfraquecer a presença pública de fé, surgem formas alternativas de sacralidade, que não exigem compromisso ético claro.

Contexto histórico

O caso Jeffrey Epstein é analisado sob esse prisma: não apenas por crimes isolados, mas pela possível construção de um ritual iniciático para uma seita de elite. A violação de vítimas é apresentada como prova de pertencimento e pacto de silêncio.

> A prática seria uma demonstração de pertencimento: o que está em jogo é a concupiscência dos poderosos, e nada seria sagrado o bastante para impedir a participação.

A estética pagã agrada às elites porque oferece uma pseudo-transcendência sem julgamento, com ritos que não reclamam arrependimento. A liturgia para consumo interno transforma a elite em um objeto de culto, sem uma divindade presente.

Referências e estudos

Stanley Kubrick é citado como retratando esse conjunto de símbolos em obras que associam a elite a uma liturgia profana. Numa visão, a elite pratica uma religiosidade esotérica que se sustenta por gestos, música e máscaras, sem Deus.

O sociólogo G. William Domhoff, em The Bohemian Grove and Other Retreats (1974), descreve retiros de elites norte-americanas como espaços de suspensão moral e psicológica. Esses encontros fortalecem laços e hierarquias, descolando o poder da rigidez institucional.

Implicações contemporâneas

Domhoff mostra que não há apenas o Bohemian Grove, mas retiros similares ao redor do mundo. Esses rituais criam uma solidariedade de classe por meio de encenações que ajudam a manter o poder, mesmo sem decisões formais.

Ao relacionar Epstein ao Bohemian Grove, o texto sugere que rituais históricos e literários de Kubrick ajudam a entender a forma como certas elites operam hoje. Em conjunto, são apresentados como mecanismos de legitimação do privilégio.

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