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Como serão as eleições na Tailândia e o que esperar

Pesquisas apontam o Partido Popular como favorito, mas é improvável ter maioria, exigindo coalizões entre partidos para formar governo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Electoral campaign posters ahead of Thailand's general elections, in Bangkok
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  • Pesquisas indicam o Partido do Povo como o mais popular, com 36% de apoio em levantamento de 16 a 28 de janeiro, frente a Pheu Thai com 22,1%.
  • Em outra pesquisa de 23 a 27 de janeiro, 34,2% dos entrevistados apoiam o Partido do Povo, 22,6% Bhumjaithai e 16,2% Pheu Thai.
  • No último pleito, em 2023, o Partido do Povo teve 151 das 500 cadeiras, Pheu Thai 141 e Bhumjaithai 71.
  • É improvável uma maioria absoluta para qualquer partido, tornando provável a necessidade de coalizão, que pode ser difícil pela rivalidade entre siglas.
  • Anutin Charnvirakul, líder do Bhumjaithai, pode desempenhar papel-chave em coalizões; Pheu Thai pode buscar parceria com Bhumjaithai para formar governo, enquanto o primeiro-ministro é escolhido por votação no parlamento entre até três candidatos, com maioria simples suficiente para dar início ao processo (sendo necessária maioria absoluta dos 500 membros).

O Partido do Povo aparece como o mais bem colocado nas pesquisas para as eleições na Tailândia, segundo levantamentos realizados entre janeiro. Ele ganhou força com um programa de reformas e uso intenso das redes sociais, atraindo jovens e moradores urbanos. O histórico político anterior mostra que o Move Forward venceu a eleição de 2023, mas ficou sem apoio para formar governo.

As sondagens indicam que o Povo mantém impulso. Em pesquisa de 16 a 28 de janeiro, o partido obteve 36% de apoio entre 26.661 pessoas, diante de 22,1% para o Pheu Thai e 18,9% para o Bhumjaithai. Outra pesquisa, de 23 a 27 de janeiro, apontou 34,2% para o Povo, com 22,6% para o Bhumjaithai e 16,2% para o Pheu Thai. O resultado da eleição de 2023 mostra o tamanho dos blocos: 151 vagas para o Povo, 141 para o Pheu Thai e 71 para o Bhumjaithai.

Formação de governo

É improvável que alguém conquiste maioria absoluta, tornando provável a necessidade de coalizões. A relação entre os partidos é tensa, com históricos de rupturas e desconfianças recentes e dificuldades de costurar acordos estáveis. Partidos menores podem decidir o equilíbrio de poder, influenciando o resultado final.

A força do Povo está no voto, enquanto a coalizão pode enfrentar entraves. O Bhumjaithai, liderado por Anutin Charnvirakul, é visto como negociador experiente, capaz de fechar acordos com diferentes forças políticas. O Pheu Thai, pressionado por deserções para o Bhumjaithai, mantém um grande caixa e histórico de alianças, o que pode favorecer uma parceria com o Bhumjaithai.

Desafios para o Povo

O Povo pode enfrentar resistência devido a uma agenda liberal, anti-establishment e reformas institucionais, que podem alterar o status quo acomodado por grandes grupos de interesses. A partida luta contra uma rede de opositores influentes, inclusive de setores empresariais e da elite, além de disputas legais em andamento.

Entre os oponentes, há 15 membros do Povo sob investigação da Comissão Nacional de Corrupção, incluindo dois dos três candidatos a primeiro-ministro. Caso cheguem ao Supremo Tribunal, podem enfrentar impedimentos políticos. O andamento dessas ações pode afetar o panorama eleitoral.

Anutin pode vencer?

Anutin Charnvirakul, de 59 anos, é visto como pragmático político, com capacidade de negociar ministérios e espaços em coalizões. O líder do Bhumjaithai é aliado de setores conservadores e tem demonstrado habilidade para unir forças entre clãs rivais. Sua atuação pode viabilizar novas coligações para conter o Povo.

A estratégia de Anutin depende de ampliar o apoio do Bhumjaithai, que conquistou 71 cadeiras na eleição anterior, e de manter alianças estratégicas no estabelecimento político do país, incluindo representantes conservadores fora da política formal.

Como é escolhido o primeiro-ministro?

Os partidos indicaram até três candidatos a primeiro-ministro. Para ser eleito, é necessária a aprovação de pelo menos metade dos 500 membros da Câmara baixa. Caso não haja consenso, novas votações são realizadas até a escolha de um premiê, sem prazo definido para encerrar o processo.

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