- Em várias nações da Europa, escândalos envolvendo Jeffrey Epstein colocam à prova a ética de elites políticas e empresariais, com novas evidências chegando aos veículos de imprensa.
- No Reino Unido, o líder Keir Starmer pode enfrentar a primeira renúncia de alto nível vinculada ao caso, devido à nomeação de Peter Mandelson para representar o país nos EUA.
- Mandelson é alvo de investigações sobre doações de Epstein e suposta troca de informações sensíveis do governo, o que pode colocar a carreira dele em risco.
- Noruega é o país mais atingido na Europa, com a realeza sob escrutínio: a princesa herdeira Mette-Marit reconheceu ter tido contatos com Epstein.
- Nos Estados Unidos, figuras como Steve Bannon e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers também ficaram sob escrutínio, enquanto o público parece menos sensível às falhas morais de Trump.
O material divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA, com 3 milhões de páginas, 3 mil e-mails e 1.800 fotos, impulsiona perguntas sobre a conduta da elite econômica e política na Europa. As informações chegam em meio a investigações em diversos países, elevando o escrutínio sobre vínculos com Jeffrey Epstein.
Na França, Le Monde investiga ligações entre Epstein e estrelas nacionais, incluindo vínculos com figuras históricas, empréstimos de jatos e propriedades. Autoridades afirmam que as relações foram avaliadas com cautela para evitar impactos legais diretos.
No Reino Unido, o foco recai sobre Keir Starmer e a nomeação de Peter Mandelson para embaixada nos EUA. Revelações sobre doações de Epstein e suposta transmissão de informações confidenciais ao esquema geram pressão pela responsabilização de líderes e assessores próximos.
No cenário britânico, Mandelson enfrenta acusações que podem encerrar a carreira, com a polícia de Manchester interessada em mensagens de Epstein associadas a decisões ministeriais. A rubrica política aponta para fragilidades na gestão de conflitos de interesse.
Ainda no UK, o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, está sob escrutínio, com impactos internos no Partido Trabalhista tendo efeito sobre a disputa interna pela liderança e o alinhamento com a imprensa britânica.
Nos Estados Unidos, o alcance de Epstein permanece perturbador, mas o espaço institucional para responsabilizar o presidente é visto como irregular. As investigações sobre figuras próximas, como Larry Summers, evocam debates sobre responsabilidade e consequências legais.
Entre empresários e figuras da tecnologia, o caso envolve contatos com o círculo de Epstein, incluindo acusações de conduta imprópria e troca de informações sensíveis. Executivos e firmas jurídicas de alto peso são citados em trocas de mensagens.
Na Noruega, a reavaliação é intensa, com a família real sob escrutínio devido a contatos com Epstein. A princesa herdeira Mette-Marit reconheceu julgamento inadequado e expressou arrependimento, após quase 1.000 menções nos arquivos não selados.
Na Suécia, a presidente da Sweden for UNHCR, Joanna Rubinstein, renuncia após ter visitado a ilha particular de Epstein. Em nota, ressaltou que desconhecia a história de abusos revelada posteriormente, distanciando-se dos fatos.
Na Dinamarca, destacam-se ligações de uma dupla diplomática de alto escalão com Epstein, levando a questionamentos sobre herdeiros de riqueza e influencers políticos que teriam sido beneficiados com acordos de descendência e bens.
Em outros casos, o Brasil e Portugal ainda avaliam impactos de qualquer menção a Epstein, com analistas ressaltando que o material exposto tende a ampliar o escrutínio sobre doadores, conselheiros e cúmplices de figuras influentes.
Contexto europeu aponta para demandas por transparência em doações, cobranças de conflitos de interesse e a necessidade de reforçar padrões éticos em serviços públicos, academia e grandes empresas.
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