- A comissão de inteligência e segurança do parlamento, liderada por Lord Beamish, não teme tornar públicos documentos que possam constranger o governo sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA e seu relacionamento com Jeffrey Epstein.
- A ISC avaliará se os documentos devem ser liberados ou não por questões de segurança nacional, não apenas por relações internacionais.
- A liberação foi adiantada por Downing Street com regras de segurança, mas MPs chamaram de tentativa de encobrimento; a decisão final caberá à ISC.
- A divulgação foi impedida pela Metropolitan Police, que citou risco de prejudicar uma investigação criminal sobre suposto compartilhamento de documentos confidenciais com Epstein.
- Em meio às críticas, membros do Parlamento questionaram a gestão do caso por Starmer, com relatos de que Mandelson teria mantido relação com Epstein após a condenação e tentativas de facilitar visto russo para Epstein, segundo a imprensa.
A comissão parlamentar de Inteligência e Segurança vai avaliar a liberação de documentos sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos EUA e a proximidade dele com o condenado Jeffrey Epstein. O objetivo é, segundo o presidente da ISC, máxima transparência sem comprometer a segurança nacional.
Segundo o chair Lord Beamish, há a possibilidade de tornar públicos materiais que possam constranger o governo, mesmo que isso gere atrito internacional. A ISC não pode prejudicar a relação com outros países, mas pode divulgar informações sensíveis que não comprometam a segurança.
A ISC tem poder de supervisionar os serviços de inteligência do Reino Unido e decidir se certos documentos devem permanecer confidenciais por razões de segurança. Beamish enfatizou a prioridade da transparência no processo de avaliação de Mandelson.
O governo contestou a divulgação de parte do material, aprovando emenda para proteger segurança nacional e relações internacionais. No entanto, MPs consideraram essa mudança insuficiente, pedindo que a ISC decida sobre a liberação.
A polícia metropolitana informou que certos registros não poderiam ser divulgados para não prejudicar investigações criminais relacionadas a supostos compartilhamentos de documentos confidenciais com Epstein.
Na Câmara dos Comuns, a reação foi de indignação entre deputados de oposição, que questionaram o manejo do caso e a exposição de ligações entre Mandelson e Epstein após a condenação do empresário. A direção do Labour, por sua vez, pediu clareza sobre o que Starmer sabia.
Relatos adicionais indicam que Mandelson teria oferecido auxílio para obtenção de visto russo a Epstein, mas não está claro o propósito da viagem. Mensagens posteriores sugerem que o deslocamento foi cancelado pela impossibilidade de obter o visto.
Secretário de Habitação afirmou que Mandelson não ajuda a manipular a situação, mas criticou a conduta do ex-político. O discurso público manteve tom de cobrança sobre a liderança do governo e sobre a gestão da crise.
Deputados do Labour repetiram frustração com o tratamento do caso e cobraram responsabilidade política. A oposição afirmou que a confiança pública ficou abalada e que há necessidade de respostas mais diretas sobre o conhecimento de Starmer a respeito das ligações com Epstein.
A situação segue em aperto no Parlamento, com novas revelações sobre a relação Mandelson-Epstein aparecendo de forma gradual. A ISC continua a decidir, com base em critérios de segurança, quais documentos devem ser tornados públicos.
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