- Starmer confirmou, pela primeira vez, que sabia da relação de Mandelson com Jeffrey Epstein antes de nomeá-lo embaixador dos EUA e afirmou que o peer mentiu repetidamente sobre o contato.
- Mandelson foi removido da lista de privy councillors e há movimentação para retirar seu peerage; a polícia abriu investigação sobre possível vazamento de informações sensíveis.
- Starmer disse que Mandelson traiu o país e a Câmara ao evitar a verdade sobre o vínculo com Epstein durante o período no governo de Gordon Brown.
- A candidata ao cargo de ministra Conservadora, Kemi Badenoch, questionou se a avaliação de segurança mencionou a relação com Epstein; Starmer respondeu que sim, e que Mandelson mentiu.
- Os Conservadores buscam a divulgação integral de documentos da nomeação; o governo propôs divulgação limitada, mantendo partes por motivos de segurança nacional.
Keir Starmer afirmou, pela primeira vez, que sabia da relação prolongada de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein antes de nomeá-lo embaixador dos EUA. O premiê disse que Mandelson mentiu repetidamente sobre o grau de contato com o sex offender infantil.
Starmer sustentou que Mandelson traiu o país com seus contatos na época. O premiê informou que Mandelson está sob investigação policial pela possível divulgação de informações sensíveis a Epstein durante o governo de Gordon Brown.
Medidas disciplinares e investigação
O ex-ministro foi removido como comissário do Privy Council, e há tentativas de retirar seu título de pares. A fala de Starmer ocorreu enquanto a polícia formalizou apuração sobre vazamentos de informações de mercado.
Starmer afirmou ter concordado com o rei que Mandelson deve deixar a lista de membros do Privy Council, por ter manchado a reputação do órgão. A medida busca preservar a integridade institucional.
Contexto e desdobramentos
Kemi Badenoch questionou se o processo de avaliação de segurança mencionou a relação com Epstein. Starmer reconheceu que houve referência à relação continua, o que motivou perguntas formais durante o processo de nomeação.
O governo busca tornar públicos documentos oficiais sobre a nomeação, em debate na Câmara. A oposição propõe acesso total aos arquivos, enquanto o Executivo sugere liberação parcial, com salvaguardas de segurança.
Repercussão
A divulgação de mensagens entre Mandelson e Epstein veio à tona após vazamentos no arquivo de Epstein. A polícia já indicou que a investigação envolve possível vazamento de informações internas após a crise financeira de 2008.
As informações geraram reação ampla, com críticas de ex-participantes do governo de Brown e de outros setores do espectro político. O caso permanece em desenvolvimento.
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