- O governo concordou em divulgar potencialmente grande quantidade de informações sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA, em resposta à moção de humble address apresentada pela oposição conservadora e apoiada por Kemi Badenoch.
- A manobra é vista como vitória para Badenoch, que forçou a decisão, mesmo com Keir Starmer tendo incentivado o uso do recurso no passado.
- A moção exige a publicação de documentos sobre diligência do gabinete, conflitos de interesse, informações ligadas a Mandelson, incluindo vínculos com Rússia, China, Jeffrey Epstein e reuniões anteriores à nomeação.
- O governo, com maioria estável, acena com publicar tudo o que não prejudique a segurança nacional ou relações internacionais; caberá ao secretário de gabinete decidir o que é liberado.
- A agenda do dia prevê debate sobre a moção entre meio-dia e as 16h, com votações previstas por volta das 16h, além de outros compromissos oficiais.
O governo concordou em divulgar potencialmente uma grande quantidade de informações sobre como Lord Mandelson chegou à nomeação como embaixador na União Soviética dos Estados Unidos? Não — nos EUA. O objetivo é Washington. A decisão vem após a pressão da ala Tory, que apresentou um humilde address na Câmara para obrigar a publicação. A medida é vista como vitória para Kemi Badenoch, que acionou a tática parlamentar.
Keir Starmer estimulou, na época, o uso desse mecanismo, ainda que, hoje, o governo não tenha confiança para rejeitá-lo plenamente. O humilde address, utilizado com sucesso pela primeira vez em anos em 2017 para o debate de documentos sobre Brexit, funciona como uma requisição formal de publicação de informações pelo governo.
Contexto da votação e o conteúdo exigido
A proposição conservadora para debate solicita a divulgação de documentos relativos à nomeação de Mandelson como embaixador dos EUA, incluindo diligência do Gabinete do Governo, conflito de interesses apresentado ao FCDO, informações de segurança, notas de reuniões e comunicações entre o primeiro-ministro, assessores e ministros nos seis meses anteriores à nomeação, além de detalhes de pagamentos ao fim do mandato.
O governo possui maioria estável na Câmara e, tecnologicamente, poderia rejeitar a proposta. No entanto, decidiu aceitar a maior parte do conteúdo, apresentando uma emenda que limita a divulgação a informações não prejudiciais à segurança nacional ou às relações internacionais do país.
Possíveis impactos e tramitação
A decisão depende do gabinete e do secretário de governo, que deverá decidir quais documentos serão tornados públicos se a moção, com a emenda, for aprovada. Em 2022, uma tentativa semelhante envolvendo a nomeação de Evgeny Lebedev gerou divulgação de apenas parte das informações, após votos populares.
Entre as etapas do dia, destacam-se: o lançamento do plano nacional de câncer pelo secretário de saúde, Wes Streeting; a oitiva da secretaria de interior, Shabana Mahmood, no comitê de assuntos internos; e o embate entre Starmer e Badenoch no debate do PMQs.
Agenda pública e próximos passos
Às 14h, a votação sobre a moção e a emenda deve ocorrer, com decisão final prevista para o fim da tarde. A imprensa acompanha o desenrolar, que pode ampliar o debate sobre transparência governamental e processos de nomeação de representantes em cargos diplomáticos. A reportagem segue apurando a evolução da tramitação.
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