- Projeto de lei na Flórida pretende proibir o uso de “West Bank” em escolas públicas e em agências estaduais, incluindo universidades, e exigir o termo bíblico “Judea and Samaria”.
- A versão da Câmara, HB 31, já foi encaminhada para debate na comissão de assuntos estaduais e aguarda votação na casa; a versão do Senado, SB 1106, ainda está em análise de comitês.
- Se aprovado, órgãos estaduais não poderiam usar “West Bank” em materiais oficiais, e novos materiais didáticos para o ensino público fundamental e médio teriam de adotar “Judea and Samaria”.
- O projeto tem apoio de representantes republicanos e de grupos que defendem a ligação histórica com a região, mas recebe críticas de que a mudança poderia apagar outras narrativas históricas e afetar comunidades palestinas.
- Arkansas já aprovou medida semelhante, tornando-se o primeiro estado a exigir a substituição; propostas parallelas já foram apresentadas no Congresso, mas não chegaram a votação.
Florida avalia projeto que proíbe uso de “West Bank” e exige “Judea and Samaria” em órgãos estaduais
O projeto de lei reconhecido como Recognizing Judea and Samaria Act propõe substituir o termo “West Bank” por “Judea and Samaria” em escolas públicas, universidades e em materiais oficiais do governo estadual da Flórida. A medida foi apresentada na Assembleia Estadual e já recebeu encaminhamentos no comitê.
Caso aprovado, agências estaduais teriam de evitar o termo inglês e exigir o novo rótulo em todo conteúdo educacional e bibliográfico novo para escolas públicas de ensino básico e também para instituições de ensino superior. A legislação visa alinhar-se a uma visão histórica e religiosa defendida por setores conservadores.
Proposta e histórico
A ideia já teve precedentes: em Arkansas, o uso de “Judea and Samaria” substituiu o termo internacionalmente reconhecido. O estado da Flórida é o único até agora a estender a exigência ao ensino fundamental, além de ter avançado o HB 31 no comitê de assuntos estaduais em 27 de janeiro.
Quem apoia e quem critica
Entre os apoiadores, a representante Debra Tendrich, de Lake Worth, afirma que a lei combate a suposta “anulação” de ligações históricas com a terra; Tendrich é uma das signatárias do projeto. Já representantes democratas reagiram com preocupação, afirmando que a proposta pode representar ataque ou apagamento de identidades palestinas.
Críticas e impactos
Organizações de direitos civis e grupos de defesa de minorias alertam que a mudança pode restringir como educadores e instituições falam sobre a região. Especialistas jurídicos destacam que a legislação pode afetar o conteúdo de currículos e materiais de biblioteca, além de reacender tensões religiosas e étnicas.
Situação atual
O HB 31, na Câmara, avança para votação após o andamento no comitê de assuntos estaduais. O SB 1106, no Senado, aguarda análise de comissões para seguir ao plenário. Ambos os textos refletem o controle de pautas por parte de forças conservadoras no estado.
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