- Steve Bannon alegou que Clive Palmer fez as peças publicitárias de 60 milhões de dólares contra a China e mudanças climáticas após a eleição de 2019 na Austrália.
- Palmer negou ter dirigido a estratégia de propaganda e disse que o conteúdo divulgado nos textos entre Bannon e Jeffrey Epstein não foi prova de vínculos dele, apenas uma tentativa de Bannon aumentar sua influência.
- Palmer afirmou que nunca conheceu Epstein e que só houve uma ligação telefônica muito breve com Bannon, no meio da noite, sem envolvimento com doações internacionais.
- O caso envolve mensagens atribuídas a Bannon e Epstein, publicadas entre a eleição de 2019 e relatos posteriores, e a referência a suposta participação de Palmer na campanha de desinformação.
- Palmer anunciou que irá contestar judicialmente, em até 90 dias, as reformas eleitorais de 2025 que limitam doações externas; o governo sustenta as mudanças para reduzir influência de grandes fortunas na politics.
Billionário Clive Palmer negou que Steve Bannon tenha orientado a megacampanha de anúncios da UAP nas eleições federais de 2019 na Austrália. Segundo Palmer, as mensagens atribuídas a Bannon e Epstein não passam de tentativa de ganhar influência.
Palmer afirmou ter conversado com Bannon apenas uma vez, em ligação rápida no meio da noite, perto do pleito. Disse não ter qualquer relação com Epstein e não conhecê-lo.
Em entrevista de imprensa, o empresário confirmou que questionará, em breve, as mudanças de doações políticas em curso, consideradas prejudiciais por ele. A defesa aponta efeito contrário para a liberdade de expressão.
Bannon, aliado de Donald Trump, teria afirmado nas mensagens enviadas dias após a eleição australiana que Clive Palmer financiou 60 milhões de dólares em anúncios anti-China e de mudanças climáticas. Palmer nega.
A eleição de 2019 foi marcada por forte divulgação de desinformação online e por uma intensa ofensiva publicitária da UAP. O governo de Scott Morrison foi reeleito, mesmo com pesquisas apontando vantagem para o Labor.
Palmer reforçou que não houve qualquer ligação entre ele, Bannon ou Epstein. Disse ter recebido uma ligação isolada de Bannon, sem informações sobre números de telefone ou origem dos contatos.
O caso ganhou relevância após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar documentos ligados a Epstein. Acredita-se que as mensagens discutem estratégias de influência e crédito político. Bannon não comentou oficialmente.
Além disso, Palmer informou que pretende contestar judicialmente as reformas eleitorais do governo, que limitam doações estrangeiras e gastos de campanha. O prazo para a contestação é de até 90 dias.
O ministro especial Don Farrell afirmou que o governo mantém as reformas, destacando a intenção de reduzir a influência de grandes fortunas na política. A defesa promete sustentar o desafio na Justiça.
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