- Meio/Ideia publicou pesquisa de intenção de voto para presidente em 2026, com 1.500 eleitores ouvidos entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e registro no TSE (BR-08425/2026).
- Na espontânea, Lula aparece com 33% e Flávio Bolsonaro com 16,3%; Jair Bolsonaro tem 8% e o conjunto de não sabe/não respondeu soma 32,7%.
- Em cenários estimulados, Lula e Flávio aparecem como principais opções, com empate técnico em várias simulações, inclusive Lula x Flávio, Lula x Michelle Bolsonaro e Lula x Tarcísio de Freitas.
- Nos cenários de segundo turno, Lula fica à frente em algumas combinações, como Lula x Flávio Bolsonaro (45,8% a 41,1%), Lula x Tarcísio (44,7% a 42,2%) e Lula x Michelle (45,0% a 40,7%).
- Contexto: bloco centro-direita precisa ganhar visibilidade; a pesquisa registra apoio maior a Lula nas sondagens espontâneas e aponta rejeição a diversos candidatos, com Jair Bolsonaro inelegível até 2030.
A plataforma Meio e o Instituto Ideia divulgaram nesta quarta-feira (4) uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência em 2026. Foram apresentados nove cenários estimulados e um espontâneo, com dados de primeira e segunda rodada. Os resultados apontam Lula à frente na espontânea, e desempenho variado dos rivais em cenários estimulados.
Na avaliação espontânea, Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 16,3%. Jair Bolsonaro tem 8% e não souber/também 22,2%. O estudo destaca evolução de Lula e sinaliza necessidade de campanas para o bloco de centro-direita.
O instituto aponta que o centro-direita, liderado por Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, precisa intensificar a comunicação para emergir como opção ao eleitor antipetista. A análise foi feita pelo diretor de jornalismo do Meio, Pedro Doria, em comentário sobre o cenário.
Cenários estimulados e segunda rodada
Na simulação com Ratinho Júnior, Lula aparece com 39,5% e Flávio Bolsonaro com 32%, mantendo vantagem no critério. Ninguém/Branco/Nulo fica em 5% e não sabe em 10,5%. Outros nomes aparecem com faixas mínimas de apoio.
Em cenário com Zema e Leite, Lula tem 38,7% e Flávio 35,3%. Ratinho não é o candidato principal, mas figura com 5% de apoio. Os demais ficam abaixo de 6%, com 10,5% não sabe e 5,5% branco/nulo.
No conjunto com Haddad, Lula lidera com 39,5% ante 34,5% de Flávio Bolsonaro. Ratinho Júnior soma 7,9%, Zema 5% e os demais aparecem com valores baixos. Ninguém/Branco/Nulo fica em 5%.
Tensões entre Lula, Flávio e outros nomes
Em cenários com Haddad contra Flávio, o empate técnico aparece em algumas rodadas, como Haddad 41,8% x 40% de Flávio. Em outra configuração, Haddad vence Ratinho Júnior por 42% a 39%.
Quando o confronto é Lula x Tarcísio, Lula lidera com 44,7% a 42,2%. Em embates com Michelle Bolsonaro, Lula fica em 45% frente 40,7% da adversária. Ratinho Júnior aparece como opção relevante em cenários regionais.
Cenários de segundo turno
A pesquisa também simulou a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, com Lula recebendo 45,8% ante 41,1% do adversário. Brancos e não sabe somam 12,1%. Outros duelos aparecem com variações: Lula x Tarcísio, Lula x Michelle, Lula x Zema e Lula x Ratinho Júnior.
Em duelos com Leite, Haddad e Caiado, Lula mantém liderança em alguns cenários, mas empates técnicos aparecem em outros, indicando volatilidade do cenário político conforme nominações.
Rejeição aos candidatos
Na avaliação de rejeição, Lula é rejeitado por 44% dos entrevistados, seguido por Flávio Bolsonaro com 34% e Haddad com 30%. Michelle Bolsonaro é citada por 29,4%. O conjunto mostra variáveis de antipatia que influem no jogo político.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026. A iniciativa foi encomendada pelo Canal Meio S.A. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-08425/2026.
Sobre a divulgação das pesquisas
A Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais de institutos diversos para oferecer leitura de momento com amostra representativa. A metodologia, a composição da amostra e as perguntas influenciam os resultados, que não substituem a urna.
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