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Labour votará contra plano de limitar revelações de Mandelson

Laboristas ameaçam rejeitar emenda governista para limitar divulgações sobre a nomeação de Mandelson, defendendo supervisão do Comitê de Inteligência e Segurança

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Questioned repeatedly at prime minister’s questions, Keir Starmer said Mandelson had ‘betrayed our country’ in his dealings with Epstein.
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  • Os deputados trabalhistas disseram que vão votar contra a emenda do governo para limitar divulgações sobre a nomeação de Mandelson como embaixador, e podem até alterar a própria emenda.
  • Angela Rayner e Meg Hillier pedem que o Comitê de Inteligência e Segurança revise os documentos antes da divulgação pública.
  • O debate mostra que a ira na bancada pode ameaçar o governo de Starmer; o torneio de divulgações envolve alegações sobre Mandelson e Epstein.
  • O governo pretende publicar o processo de avaliação da nomeação, mas a emenda atual permitiria ao secretário de gabinete recusar divulgações que possam prejudicar a segurança nacional ou relações internacionais.
  • O presidente do ISC, Kevan Jones, e membros de diferentes partidos defendem que o comitê decida o que deve ser publicado, em vez do gabinete, para manter transparência.

O grupo de membros do Labour demonstrou que votará contra uma emenda do governo que visa limitar as divulgações sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador. O governo sinalizou que pode recuar na própria emenda após as críticas internas.

Anglo Rayner, ex-vice-primeira-ministra, e Meg Hillier, presidente da comissão do Tesouro, defenderam publicamente que o ISC (Comitê de Inteligência e Segurança) tenha a prerrogativa de revisar os documentos antes da publicação. A demanda ganhou apoio de várias alas do partido.

O debate ocorreu em meio a pressão para tornar transparente o processo de nomeação de Mandelson. O governo promete divulgar o processo de avaliação, afirmando que isso mostrará supostas ligações com Jeffrey Epstein, o financista envolvido em escândalos.

Governo e cobrança pela supervisão

Insatisfeita com o rótulo de proteção ampla, a bancada trabalhista argumenta que a emenda atual é excessiva e poderá emperrar a divulgação de informações relevantes. O ISC seria responsável por decidir que documentos podem ser tornados públicos.

Durante a fase de perguntas no parlamento, o líder do Labour, Keir Starmer, afirmou que Mandelson mentiu sobre o relacionamento com Epstein. A polícia metropolitana abriu apuração sobre possível má conduta em função pública envolvendo documentos sensíveis.

Starmer destacou que a casa precisa ver a documentação completa para julgar a extensão das declarações de Mandelson, inclusive sobre diligência prévia. O premiê afirmou que, se soubesse das informações atualmente, Mandelson não teria sido nomeado.

Nick Thomas-Symonds, ministro do Cabinet Office, disse que analisaria as sugestões dos deputados e retiraria pontos que pudessem prejudicar a necessária celeridade do processo. Ontem, articuladores indicaram disposição para reescrever a emenda.

Repercussão e próximos passos

Muitos deputados defendem que o ISC assuma as decisões de divulgação, em vez do gabinete, para preservar a confiança pública. O presidente do ISC, Kevan Jones, é do Labour, e a comissão reúne membros de várias siglas, com o Labour mais representado.

Segundo fontes governamentais, haverá nova rodada de discussões para alinhar a proposta às críticas parlamentares. O objetivo é evitar que o debate se transforme em ferramenta de desgaste político contra o governo.

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