- MPs do Partido trabalhista dizem que os dias de Keir Starmer como primeiro-ministro podem estar contados após a revolta sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA e sua relação com Epstein.
- A Câmara votou para que sejam divulgados documentos sobre a nomeação e o grau da relação de Mandelson com Epstein; a divulgação pode ficar comprometida por uma investigação policial.
- A divulgação dos documentos pode gerar um desafio à liderança, segundo alguns deputados, citando um “momento crítico” para o governo.
- Starmer afirmou, no Parlamento, que tinha ciência da amizade de Mandelson com Epstein antes da nomeação, o que foi visto por alguns como um momento de clarificação.
- No1.0 pressiona por indicação de comitê de inteligência para decidir o que divulgar; o governo inicialmente tentou restringir a divulgação com motivos de segurança nacional.
A crise política na oposição britânica ganhou contornos de expectativa de mudança no comando do governo após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, notícia que suscitou descontentamento entre deputados do Labour. A discussão no Parlamento elevou a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer, diante da insistência pela divulgação de documentos sobre a nomeação e a relação com Epstein.
A chama do atrito ascendeu depois de um embate no plenário, que só foi contornado por emenda apresentada por Meg Hillier e Angela Rayner para tornar obrigatória a liberação de documentos. A investigação policial sobre Mandelson pode atrasar essa divulgação.
Deliberações no Parlamento indicaram que o conteúdo dos documentos poderia embaraçar a gestão de Starmer. Um grupo de deputados sugeriu que a crise de confiança pode provocar um desafio à liderança, caso novas informações venham a público.
Na prática, a discussão girou em torno de quando e como o governo entregaria os papéis solicitados. A Polícia Metropolitana bloqueou a liberação de certos documentos por temer prejudicar uma investigação criminal em curso envolvendo Mandelson.
Líderes do Labour destacaram que a confiança no governo foi abalada após Starmer admitir que sabia, antes da nomeação, da amizade de Mandelson com Epstein. Segundo eles, o episódio muda o tom do debate e o ambiente no Parlamento.
No Downing Street, assessores tentaram mitigar o risco político oferecendo brechas de segurança nacional, o que foi visto por críticos como tentativa de encobrir informações sensíveis. A decisão de encaminhar o tema a comissões de inteligência foi alvo de críticas.
Angela Rayner e Meg Hillier desempenharam papel central na busca por transparência, negociando uma segunda emenda para assegurar a participação de uma comissão selectiva. A atuação dela é apontada por parlamentares como decisiva para evitar derrota de governo.
Em meio ao turbilhão, alguns parlamentares defenderam que Mandelson tenha tomado conhecimento de problemas no passado sem violar normas, e enfatizaram o compromisso do Labour com políticas de combate à violência contra mulheres e meninas. Outros, porém, cobraram consequências políticas para a gestão.
A Câmara recebeu a notícia de que a emenda para divulgação dos documentos foi aprovada, com No 10 afirmando que cumpriria a decisão conforme orientação policial. A Met mencionou que parte dos arquivos não seria liberada neste momento para não atrapalhar a investigação.
Entre os desdobramentos, Starmer anunciou planos de apresentar legislação para facilitar a retirada de títulos de pares, inclusivo Mandelson, e informou ter pedido ao rei para excluir Mandelson da lista de conselheiros do Privy Council. O primeiro-ministro também indicou foco na agenda doméstica, com foco no plano Pride in Place.
O objetivo do Labour permanece estável: esclarecer os fatos, manter a integridade do processo político e evitar que o episódio comprometa o combate à violência contra mulheres e meninas, reforçando o compromisso com governança responsável.
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