- O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou como grave momento para a paz e a segurança internacionais a expiração do acordo nuclear entre EUA e Rússia.
- O tratado New Start terminou na quinta-feira, deixando as duas maiores potências sem limites vinculantes sobre seus arsenais estratégicos.
- Guterres pediu que Washington e Moscou voltem rapidamente à mesa de negociações para estabelecer um novo marco de controle de armas.
- EUA e Rússia concentram mais de oitenta por cento das ogivas nucleares mundiais, e a expiração pode impactar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, em avaliação este ano.
- Observadores destacam que a expiração pode acelerar uma corrida armamentista global, com China, França e Reino Unido mantendo arsenais ativos e participação no cenário.
O fim do pacto New Start, principal acordo de controle nuclear entre Estados Unidos e Rússia, ocorreu nesta semana, tirando restrições dos arsenais bélicos. O comunicado veio com alertas de que o mundo fica sem limites vinculantes pela primeira vez em mais de meio século.
António Guterres, secretário-geral da ONU, pediu aos dois maiores possuidores de armas nucleares que assinem rapidamente um novo acordo. O objetivo é evitar uma corrida armamentista e reduzir riscos à paz mundial. O prazo de validade expirou na quinta-feira.
A expectativa é de que novos tratados substitutos apresentem um marco semelhante ao de New Start, que restringia ogivas estratégicas e lançadores. A dissolução poderia impactar a não proliferação e a estabilidade global.
Contexto internacional
A expiração ocorre em meio a tensões entre Moscou e Washington, após ações que já elevavam ameaças durante a guerra na Ucrânia. Washington e Moscou controlam juntos mais de 80% dos arsenais nucleares globais.
O acordo anterior foi assinado em 2010 por Barack Obama e Dmitry Medvedev, limitando ogivas estratégicas a 1.550 por lado. A renovação do pacto foi discutida durante a presidência de Joe Biden, mas não houve acordo final.
Desdobramentos e reações
O governo americano sinalizou a intenção de incluir a China em um novo regime de controle. O governo russo afirmou que não há obrigações pendentes sob o marco atual, mas indicou disposição para ações se a segurança nacional estiver em risco.
Analistas avaliam que a ausência de limites pode reforçar a instabilidade estratégica global. A situação também envolve debates sobre o futuro do Tratado de Não Proliferação Nuclear, cuja avaliação ocorre ainda neste ano.
Entre na conversa da comunidade