- O deputado trabalhista Ed Husic disse ter profundas preocupações com a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, citando a dificuldade de conciliar coesão social com a imagem dele assinando uma bomba relacionada a Gaza em 2023.
- Husic afirmou que não vê a decisão de convidar Herzog como adequada, mesmo com a visita ocorrendo a pedido do governador-geral após o ataque em Bondi.
- O parlamentar disse apoiar o direito de protesto pacífico contra a ação de Israel em Gaza, rejeitando a ideia de que os grandes protestos estejam ligados ao tiroteio em Bondi.
- Ele mencionou críticas de que Herzog atribuiu responsabilidades a toda a população em determinadas declarações, acrescentando que há casos no direito internacional envolvendo a região.
- A notícia também aponta que há investigações e acusações internacionais em curso sobre a guerra em Gaza, com protestos previstos e reações de assuntos internos de diferentes partidos, sem mandado específico contra Herzog.
Ed Husic, deputado federal e integrante do Partido Trabalhista, expressou “profundas preocupações” com a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, a Australia. A visita está marcada para a próxima semana, após o ataque terrorista em Bondi, que deixou mortes durante Hanucá. Segundo o parlamentar, é difícil conciliar a ideia de coesão social com a imagem pública de Herzog em 2023, ao posar com uma tampa de bomba.
Husic afirmou que não considera adequada a decisão do governo australiano de convidar Herzog, feito ainda no contexto do ataque em Bondi. O parlamentar também apoiou o direito de protestos pacíficos contra a ação de Israel em Gaza, dizendo que vinculá-los ao ataque em Bondi é inadequado.
O deputado disse que, em sua visão, as falas de Herzog que responsabilizam populações inteiras pelo ocorrido em outubro também geram desconforto. Ele mencionou investigações em curso envolvendo tribunais internacionais e ressalvou que o caso de Gaza envolve cobranças complexas de responsabilidade.
Herzog, chefe de Estado de Israel, foi convidado pelo governador-geral Sam Mostyn para uma visita de cortesia ao país, onde pretende encontrar comunidades judaicas após o ataque de Bondi, ocorrido em dezembro de 2025. O governo de Anthony Albanese afirma que a visita é apropriada.
Críticos ressaltam que a relação com Israel envolve questões legais e humanitárias, incluindo decisões do Tribunal Penal Internacional e investigações sobre possíveis violações de direito humanitário na região. Até o momento, não houve ordem de prisão emitida contra Herzog.
No cenário político interno, três parlamentares estaduais trabalhistas anunciaram participação em manifestações contra a visita. Grupos pró-Palestina e deputados de outros espectros também discutem o tema, em meio a debates sobre a guerra em Gaza e o número de mortos civis.
Husic observou que Herzog afirmou ter sido mal interpretado em críticas anteriores e sugeriu que a visita poderia servir para discutir um eventual acordo de paz e o status de um Estado palestino. Segundo o deputado, contudo, as preocupações com a posição de Herzog dificultam a aceitação pública da visita.
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