- Donos relutam em financiar o plano de reconstrução de Gaza liderado pelos EUA, temendo que desentendimentos sobre desarmamento do Hamas levem a uma retomada da guerra.
- Há pressão para que a gestão dos recursos seja realizada pela Organização das Nações Unidas, e não pelo Board of Peace, antes de qualquer aporte financeiro.
- Não houve compromissos significativos de doadores ocidentais ou do Golfo; diplomatas citam cautela e custo estimado da reconstrução em torno de US$ 100 bilhões.
- O Hamas ainda não começou negociações formais de desarmamento, o que complica a obtenção de financiamento privado para o projeto.
O governo dos EUA ainda não garantiu compromissos de financiamento para o plano de reconstrução de Gaza, segundo fontes. Doadores potenciais temem que desacordos sobre o desarmamento do Hamas levem Israel a retomar a guerra em larga escala. Jerusalém foi o foco inicial da informação, veiculada nesta quarta-feira.
Os financiadores expressam preocupação de que o dinheiro não seja usado em áreas desmilitarizadas, nem acabe alimentando um novo conflito. Enquanto o anúncio de Kushner sobre o plano deve atrair aportes, interlocutores próximos ao Hamas indicam que as conversas sobre desarmamento ainda não começaram.
Governos ocidentais, segundo relatos, e potências do Golfo hesitam em se comprometer sem uma gestão mais clara dos recursos. Alguns doadores defendem que a administração seja da Organização das Nações Unidas, e não de um Conselho específico, para o processo de reconstrução.
Financiamento em compasso de espera
Fontes revelam que a distância entre promessas de aporte e o espaço real de financiamento se manteve estável. O montante estimado para a reconstrução de Gaza gira em torno de 100 bilhões de dólares, segundo diplomatas próximos às negociações.
Entre diplomatas, há apoio à participação do setor privado, desde que haja garantias de uso voltadas à reconstrução. No entanto, ainda não há data para uma conferência de financiamento, segundo relatos de fontes envolvidas no tema.
Ainda conforme as fontes, não houve sinal de compromisso de países europeus ou ocidentais até o momento. A preocupação é evitar que o dinheiro acabe em uma área ainda militarizada, reforçando a necessidade de progresso no desarmamento.
Planos de reconstrução e desarmamento
O chamado “New Gaza” prevê uma reconstrução abrangente, com áreas costeiras residenciais, centros de dados e parques industriais, conforme apresentada por Kushner no Fórum de Davos. O projeto não prevê compensação de proprietários desabrigados, e não está claro como serão resolvidas questões de direito à terra.
As fontes indicam que, para atrair financiamento privado, pode haver cobrança de “preços de área de paz”, com custos ajustados ao nível de segurança de cada região. A primeira etapa envolve a limpeza de aproximadamente 68 toneladas de escombros.
A comissão técnica palestina e o Board of Peace discutem a possibilidade de contratar empresas para retirada de entulho, com licitações a serem geridas por um corpo palestino sob supervisão do Board. Diplomatas e autoridades consultadas não comentaram oficialmente sobre etapas específicas.
Entre na conversa da comunidade