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Campanhas pedem divulgação total de vínculos de Mandelson com Palantir

Pedido de transparência sobre o envolvimento de Mandelson com Palantir após alegações de vazamentos e contratos do governo com a empresa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
The fair tech group Foxglove has led calls for the Cabinet Office to release information on Mandelson’s involvement in the negotiation of Palantir contracts.
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  • Campanha exige total transparência sobre o envolvimento de Mandelson na Palantir, temendo vazamentos além dos e-mails para Jeffrey Epstein.
  • A Palantir tem contratos com o governo britânico superiores a £500 milhões; Global Counsel, empresa de lobbying cofundada por Mandelson, também trabalha para a Palantir.
  • Pela pressão pública, o secretário de Gabinete, Sir Chris Wormald, é solicitado a divulgar o papel de Mandelson e os encontros com a Palantir em Washington, em fevereiro de 2025.
  • O Ministério da Defesa assinou com a Palantir um contrato de £241 milhões em três anos para impulsionar IA militar e inovação; Keir Starmer participou de reuniões com a empresa.
  • Críticos questionam processos de contratação, alegando falta de concorrência em alguns casos e reuniões não divulgadas, e pedem apuração independente e avaliação da dependência tecnológica do governo.

Peter Mandelson enfrenta pressão por transparência sobre envolvimento com Palantir, apontam ativistas. A cobrança surge após revelações de emails ligados a Jeffrey Epstein, segundo reports. O tema envolve contratos do governo britânico com a empresa norte-americana e ligações com a consultoria Global Counsel, associada a Mandelson.

Global Counsel, cofundada por Mandelson, atua para Palantir, avaliada em 300 bilhões de dólares. A empresa fornece tecnologia militar a exportes de defesa e desenvolve projetos de IA para fins de controle de fronteiras, incluindo ações de deportação.

Em fevereiro de 2025, após Mandelson tornar-se embaixador britânico nos EUA, a embaixada organizou a visita de Keir Starmer ao showroom da Palantir em Washington. O encontro incluiu reunião com o CEO Alex Karp, que mais tarde firmou parceria estratégica com o Ministério da Defesa.

Seis meses após a visita, o governo britânico assinou com Palantir um contrato de 241 milhões de libras com o MoD, por três anos, voltado a IA militar e inovação, segundo documentos oficiais.

Grupos de defesa tecnológica, como Foxglove, pedem que o Gabinete divulgue informações sobre a atuação de Mandelson em negociações de contratos com Palantir. A organização afirma haver indícios de possíveis contatos relevantes.

No Parlamento, o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn pediu uma investigação independente sobre o caso, citando uma rede de favorecimentos e contratos vinculados à Palantir, com supostos impactos no Serviço Nacional de Saúde. O tema é tratado como assunto público de transparência governamental.

A Polícia do Governo ainda investiga o repasse de informações sensíveis envolvendo Epstein, com Mandelson recebendo mensagens de 2009 sobre a resposta a crises econômicas. Epstein cumpriu pena por crimes sexuais, mas manteve contatos com Mandelson.

Questionamentos sobre Palantir já assombram debates no Reino Unido. A Associação Britânica de Medicina disse entender protestos de médicos contra a adoção de uma plataforma de dados federados avaliada em 340 milhões de libras, citando preocupações com envolvimento da empresa em atividades de aplicação da lei.

Chi Onwurah, presidente da comissão de ciência e tecnologia, disse que perguntas sobre contratos públicos com Palantir devem ser respondidas, e que o governo precisa fortalecer capacidades soberanas em tecnologias emergentes. A comissão planeja divulgar conclusões em breve.

Mandelson deixou a função de diretor da Global Counsel em 2024, mas mantém ações na consultoria, conforme registros oficiais. Autoridades do Gabinete, do MoD e de Mandelson não comentaram a reportagem. Palantir também não respondeu.

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