- O Ministério da Saúde retomou o Programa Brasil Saudável em 2026, com foco na eliminação de infecções e doenças de determinação social até 2030 e ações integradas entre setores.
- A reunião destacou disponibilidade orçamentária para acelerar as entregas nos territórios prioritários e consolidar as ações do planejamento estratégico.
- Em 2026, estão previstas entregas como certificação da eliminação da transmissão vertical da hepatite B e do tracoma, ampliação do microplanejamento em municípios e fortalecimento da adesão a tratamentos de HIV e tuberculose.
- O programa trabalha com 14 ministérios e parcerias com a Fiocruz, universidades, movimentos sociais e outros ministerios, enfatizando a atuação intersetorial para enfrentar determinantes sociais como fome, pobreza e desigualdades.
- A agenda de 2026 inclui integração de bases de dados sociais e de saúde, maior uso da telemedicina no sistema prisional e reuniões bilaterais e intersetoriais para detalhar contribuições e fortalecer a implementação nos territórios.
O Ministério da Saúde retomou, nesta terça-feira (3), as atividades do Programa Brasil Saudável para 2026. A reunião reuniu secretarias, departamentos e equipes técnicas da pasta, com foco na eliminação de infecções e doenças de determinação social até 2030. A retomada ocorre com disponibilidade orçamentária para avançar nos territórios prioritários.
A secretária Mariângela Simão abriu o encontro ressaltando que 2026 será decisivo para amadurecer ações e consolidar entregas. Ela destacou que o Brasil Saudável chega a este ano com condições concretas para acelerar a implementação das iniciativas nos estados e municípios.
Criado por decreto presidencial em 2023 e ampliado em 2024, o programa envolve 14 ministérios sob coordenação da Saúde. O objetivo inicial é combater 11 doenças de saúde pública, além de cinco infecções da transmissão vertical, como hepatite B, sífilis congênita e doença de Chagas.
Propostas e metas para 2026
Entre as entregas previstas estão a eliminação da transmissão vertical da hepatite B e do tracoma, além de ampliar o microplanejamento em municípios prioritários. Também estão previstas a redução de malária em regiões estratégicas e o fortalecimento do tratamento de HIV e tuberculose.
Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs, destacou avanços anteriores e afirmou que, com orçamento garantido, o Brasil Saudável passa a etapa de execução com projetos estratégicos para acelerar a eliminação dessas enfermidades.
A secretária reforçou que o sucesso depende da integração de políticas públicas que extrapolem a saúde, englobando assistência social, saneamento, educação, direitos humanos e meio jurídico. A cooperação entre União, estados, municípios e movimentos sociais é destacada como essencial.
Parcerias e ações intersetoriais
Participaram da reunião a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e representantes de Fiocruz, universidades e organismos internacionais. Também houve ênfase na articulação com ministérios como Desenvolvimento Social, Cidades, Direitos Humanos, Justiça e Relações Exteriores.
Entre as diretrizes para 2026, estão a priorização de populações vulneráveis em programas habitacionais, a integração de bases de dados sociais e de saúde, a ampliação da telemedicina no sistema prisional e o estímulo à ciência, tecnologia e inovação.
O encontro definiu ainda a agenda de reuniões bilaterais e intersetoriais ao longo do ano, para detalhar contribuições de cada área e reforçar a implementação nos territórios, mantendo o Brasil Saudável como estratégia central na redução de desigualdades em saúde.
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