- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse estar mais próximo de Bolsonaro do que de Lula, mas sem partidarismo extremo nem posição tão à direita quanto o ex-presidente.
- Em entrevista ao jornal O Globo, ele defesa a ideia de uma terceira via e disse que o eleitor está cansado do radicalismo.
- Zema aposta que a direita deve ter mais de um candidato em 2026 e pretende manter a pré-candidatura, apoiando no segundo turno quem avançar.
- Ele reafirmou o apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) como candidato ao governo de Minas, com acordo de palanque mútuo.
- Sobre economia, reiterou defesa às privatizações, defendendo que o Estado pode ser sócio e receber dividendos, mas não mandar.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou ter posição política mais próxima de Jair Bolsonaro (PL) do que de Lula (PT), mas ressalvou diferenças em relação ao ex-presidente. O comentário foi feito em entrevista ao jornal O Globo.
Zema mostrou cansaço com a polarização e sugeriu a existência de espaço para uma terceira via. Ele disse que o eleitor está cansado do radicalismo e que eventos novos na política são necessários para ampliar o leque de opções.
Segundo o governador, dentro do eixo direita-esquerda ele seria visto como mais à direita, porém em termos de polarização estaria menos alinhado a Bolsonaro do que o ex-ministro, mantendo críticas a qualquer forma de idolatria.
Três candidatos da direita
Zema afirmou que a direita deve apresentar mais de um candidato em 2026, incluindo ele próprio, Flávio Bolsonaro e uma composição ainda a ser definida pelo PSD. Ele mantém a pré-candidatura até o fim, destacando propostas próprias.
O chefe do Executivo mineiro disse que, no segundo turno, apoiará o candidato da ordem partidária que avançar, esperançando reciprocidade caso seja o escolhido. Acredita que mais candidaturas fortalecem o campo de direita.
O governador reforçou seu apoio ao vice-governador Mateus Simões, do PSD, como candidato ao governo de Minas. Ele afirmou que não haverá palanque conjunto com candidatos nacionais do PSD e que o Novo também seguirá essa linha com o PSD.
Sobre economia, Zema reiterou a defesa de privatizações como prioridade. Alega que o Estado pode atuar como sócio e receber dividendos, mas não deve comandar, citando que o setor estatal é lento e sujeito a exigências legais.
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