- Um tribunal de apelação tunisiano manteve e aumentou condenações longas a opositores e ex-funcionários de segurança, como parte de uma fiscalização contra dissidência.
- Nadia Akacha, ex-chefe de gabinete do presidente Kais Saied, recebeu 35 anos de prisão, em julgamento em ausência, após ter fugido do país.
- Rached Ghannouchi, de 84 anos, líder do Ennahda, teve a pena elevada para 20 anos, totalizando 50 anos em várias acusações.
- No caso, 21 pessoas foram acusadas de conspiração contra o Estado; 10 estão presas e 11 fugiram do país.
- Os réus afirmam que as acusações são fabricadas para silenciar opositores; Saied diz que as medidas visam pôr fim ao caos e à corrupção na elite política.
O tribunal de apelação da Tunísia manteve e ampliou sentenças de prisão para opositores e antigos oficiais de segurança, em um processo de repressão a dissidência que ocorre em Tunis.
Entre os condenados está Rached Ghannouchi, 84 anos, líder do partido Ennahda. A pena foi aumentada para 20 anos, elevando o total de condenações contra ele para 50 anos em vários casos.
Nadia Akacha, ex-chefe de gabinete do presidente Kais Saied, foi condenada à revelia a 35 anos de prisão. Akacha fugiu para o exterior e já não compareceu ao julgamento.
Ao todo, 21 indivíduos foram acusados no caso de conspiração contra o Estado. Desses, 10 permanecem detidos e 11 fugiram do país.
Kamel Guizani, ex-chefe de inteligência, Rafik Abdessalem, ex-ministro das Relações Exteriores, e Mouadh Ghannouchi, filho de Ghannouchi, receberam também 35 anos de prisão, estando todos fora do país.
Os acusados negam as acusações, argumentando que o processo foi politicamente motivado para silenciar opositores do presidente Saied.
Desde 2021, após Saied dissolver o parlamento e afastar diversos juízes, muitos opositores e críticos do governo têm sido detidos, gerando preocupações sobre o avanço de medidas autoritárias. Saied diz que suas ações visam combater o caos e a corrupção na elite política.
Entre na conversa da comunidade