- Trump afirmou, em podcast conservador, que líderes estaduais republicanos deveriam “assumir o controle” e “nacionalizar” eleições em pelo menos quinze estados para proteger o partido.
- Ele disse que isso seria para evitar que imigrantes sem documentação votem; as alegações de que eleitoras e eleitores não cidadãos votam em grande número são falsas segundo especialistas.
- As falas aparecem em meio a debate sobre denúncias e ações envolvendo processos eleitorais, incluindo a apreensão de materiais de votação em Fulton County, Geórgia.
- Nos Estados Unidos, as eleições são responsabilidade dos estados; o Congresso pode editar leis, mas não gerencia a totalidade do processo eleitoral.
- Dois projetos em pauta no Congresso: o Save America Act, que exigiria comprovante de cidadania no registro e restringiria cadastros por meio de registro público, e o Make Elections Great Again Act, que mira voto registrado por correio, voto universal por correspondência e auditorias nacionais.
Donald Trump sugeriu em um podcast conservador publicado nesta semana que autoridades eleitorais estaduais do Partido Republicano na via de 15 estados assumam o controle e “nationalizem” as eleições para proteger o partido. A ideia seria evitar que o partido seja derrotado, segundo o ex-presidente.
Embora tenha afirmado que imigrantes não registrados votam, a afirmação não é respaldada por evidências confiáveis. Especialistas apontam que não há números verificáveis de votos ilegais por não cidadãos que impactem urnas de grande escala, o que alimenta críticas sobre a veracidade da alegação.
A manchete de fundo envolve a investigação e ações da Justiça: agentes do FBI realizaram uma busca com mandado na Fóton County, Geórgia, para apreender caixas de votos e materiais eleitorais. Trump participou de uma ligação curta para parabenizar os agentes ao fim da operação, segundo relatos.
Legislação e propostas em debate
A Câmara discute propostas que podem alterar significativamente as regras eleitorais nos EUA. A Save America Act, apresentada por Anna Paulina Luna, exige comprovante de cidadania no registro de voto e restringe registros eleitorais por meios oficiais, além decriminalizar irregularidades em registros.
Outra medida, a Make Elections Great Again Act, ampliaria regras contrárias ao voto por correspondência universal, estabeleceria prazos de entrega de cédulas e reduziria a assistência de terceiros a eleitores, além de criar um sistema nacional de auditoria eleitoral.
Repercussões e próximos passos
A depender do andamento, as propostas enfrentam resistência no Senado, com líderes democratas apontando riscos de clima de votação restritiva. A discussão ocorre em meio a debates sobre soberania estadual na condução de eleições e a necessidade de garantias de direito ao voto.
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