- O Partido Conservador pretende usar um humble address para forçar a divulgação do processo de avaliação e de eventuais informações sobre os vínculos de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein, ao ser nomeado embaixador do Reino Unido nos EUA.
- Kemi Badenoch planeja apresentar a medida na quarta-feira para obter documentos que expliquem por que a devida diligência não ocorreu e qual o conhecimento do governo sobre os laços de Mandelson com Epstein.
- A iniciativa pode obrigar Keir Starmer a tornar públicos documentos confidenciais de avaliação, incluindo e-mails, mensagens e anotações relacionadas à nomeação de Mandelson.
- A polícia metropolitana abriu uma investigação criminal sobre alegações de que Mandelson vazou e-mails de Downing Street e informações de mercado a Epstein.
- A proposta também pode trazer à tona informações de ministros e funcionários sobre o processo de avaliação e contatos de Mandelson, incluindo relações com a consultoria Global Counsel e com a empresa Palantir.
Keir Starmer pode ter de divulgar documentos confidenciais de triagem da nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA. O governo pode ser obrigado a liberar o processo de verificação e o que se sabia sobre ligações de Mandelson com Jeffrey Epstein, segundo a oposição.
Kemi Badenoch pretende usar um mecanismo parlamentar pouco utilizado para obter a divulgação dos arquivos. A deputada conservadora afirma que a apuração poderá esclarecer por que a checagem apropriada não ocorreu antes da nomeação de Mandelson.
O movimento ocorre em meio a uma investigação criminal aberta pela polícia de Londres sobre supostos vazamentos de emails de Downing Street e informações sensíveis ligados a Mandelson. A apuração envolve possíveis conteúdos enviados a Epstein.
O que envolve a humilha address
A proposta de saudação humilde (humble address) exigiria a publicação de comunicações relacionadas à nomeação, incluindo emails, mensagens de texto e documentos do governo. A medida também pode trazer informações de ministros, assessores e funcionários do Foreign Office.
A expectativa é que o processo inclua relatórios de due diligence, formulários de conflito de interesses, dados de segurança e registros sobre a consultoria Global Counsel, associada a Mandelson. A denúncia envolve ainda eventuais reuniões e comunicações com o primeiro-ministro.
Contexto político e desdobramentos
A chemia entre o Labour e o governo permanece tensa, com membros do Labour condicionando apoio à divulgação. O debate envolve o papel de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, e a responsabilidade de No 10 na condução do caso.
Relatos indicam que discussões na Comissão de Assuntos Exteriores consideraram chamar McSweeney a depor, mas sem decisão final. A atribuição de responsabilidades também aponta para a atuação de ministros que estavam em cargos mais juniores na época.
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