- O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- O objetivo é apurar se Lulinha foi o destinatário de 300 mil pagos à empresa de Roberta Luchsinger, amiga dele, conforme mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
- Gaspar sustenta que a PF interpreta a expressão “filho do rapaz” como referência direta a Lulinha e que Roberta atuaria como intermediária para repasses de vantagens indevidas.
- Há indícios de que Lulinha seria “sócio oculto” do ação denominada Careca do INSS em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos possivelmente desviados do INSS.
- A defesa de Lulinha nega as acusações; a quebra de sigilos depende da aprovação da CPMI, que tem 16 senadores, 16 deputados titulares e igual número de suplentes.
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A medida visa apurar se houve recebimento de 300 mil por meio de uma amiga dele.
Conforme o requerimento, mensagens interceptadas pela Polícia Federal apontam que Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, orientava o pagamento mensal a Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, com destino ao filho do presidente. A PF interpreta a expressão como referência direta a Lulinha.
Gaspar sustenta que Roberta atuaria como intermediária para repasse de vantagens indevidas ao filho do presidente e aponta indícios de que Lulinha tenha atuado como sócio oculto em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos possivelmente desviados do INSS.
Desdobramentos e base legal
O relator afirma haver indícios de tentativa de obstrução das investigações, citando mensagens em que Roberta orienta o Careca a sumir com telefones, além de mencionar um envelope com o nome do “nosso amigo”. A defesa de Lulinha nega envolvimento com as fraudes.
Para a CPMI, a quebra de sigilos é justificável pela suspeita de participação de Lulinha em esquema relacionado a desvios no INSS. A votação sobre o requerimento deve ocorrer com o retorno dos trabalhos da comissão, que reúne 16 senadores e 16 deputados titulares.
Outros desdobramentos mostram que já houve aprovação de quebras de sigilo envolvendo o Careca do INSS e o sindicato ligado ao irmão de Lula. A CPMI também determinou a quebra de sigilo de nomes ligados ao esquema, como o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.
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