- O PT pretende convocar Flávio Bolsonaro para depor na CPMI do INSS, sob a suspeita de vínculos indiretos entre o escritório do senador e o empresário conhecido como “Careca do INSS”.
- O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia e será analisado na volta dos trabalhos da comissão, na próxima quinta-feira.
- A justificativa aponta que Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, citado pela Polícia Federal como sócio de Antunes em uma offshore.
- A defesa de Flávio Bolsonaro disse que Letícia é apenas funcionária administrativa e não tem relação com investigações, classificando a ação como política e sem fundamento.
- Em discussão na próxima reunião, a CPMI deve ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, sobre mais de duzentos mil contratos de empréstimos consignados com o INSS e a falta de comprovação de concordância dos aposentados.
O PT quer convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor na CPMI do INSS. A justificativa envolve possível vínculo indireto entre o escritório do senador e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e será analisado após o retorno dos trabalhos da comissão.
Correia sustenta que Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de Flávio, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, citado pela PF como sócio de Antunes em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O deputado afirma que há entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político que pode justificar o convite.
A ideia ainda depende de inclusão na pauta pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e votação entre a maioria dos presentes. A defesa de Flávio Bolsonaro reagiu, dizendo que a ação é política e sem fundamento, e que Letícia trabalha apenas com questões administrativas do escritório.
A assessoria do senador acrescentou que Flávio não pode administrar diretamente o escritório por ser PEP e que a funcionária citada atua apenas na burocracia empresarial. A nota alegou que não há relação com investigações envolvendo o INSS.
Na próxima reunião da CPMI, marcada para quinta (5), está prevista a oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvido em mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados com o INSS. A apuração indica que documentos não comprovam concordância dos aposentados com descontos, segundo fontes da comissão.
Entre na conversa da comunidade