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PT assinará pedidos de CPI do Banco Master, diz líder da Câmara

PT assina CPI e CPMI para apurar o caso Master, fortalecendo investigações sobre o banco e possíveis ligações políticas e judiciais

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Em seu último dia como líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias anuncia que partido assinará pedidos de CPI e CPMI do Banco Master. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, informou que a bancada vai assinar um pedido de CPI e um de CPMI sobre o caso Master, com liderança passando a Pedro Uczai.
  • A CPMI foi proposta por Fernanda Melchionna (PSOL) e Heloísa Helena (Rede); a CPI foi apresentada por Rodrigo Rollemberg (PSB) e já soma 201 assinaturas; o PT não vai assinar o requerimento de Carlos Jordy (PL).
  • O caso Master envolve a liquidação do Will Bank pelo Banco Central e a Operação Compliance Zero da Polícia Federal; o BRB chegou a comprar carteiras de crédito fraudulentas, gerando rombo de R$ 47,3 bilhões pelo FGC.
  • As investigações apontaram relação entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Dias Toffoli; houve sigilo decretado e buscas de perícias, com reportagens ligando Toffoli a um resort chamado Tayayá.
  • O conjunto das ações reforça a atuação de oposição em apurar o caso, com o PT sinalizando participação formal nas comissões.

O PT vai assinar pedidos de CPI e CPMI para apurar o caso Banco Master. A decisão foi anunciada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (3), em Brasília, pelo líder da bancada, Lindbergh Farias (RJ).

Em

seu último dia como líder do PT, ele afirmou que os parlamentares assinarão a CPI da Câmara (Rollemberg) e a CPMI da Heloísa Helena e da Fernanda Melchionna. A liderança ficará com Pedro Uczai (SC).

O pedido de CPMI foi apresentado pelas senadoras Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ). A CPI é de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e já soma 201 assinaturas. O PT não assinará requerimento de igual teor apresentado por Carlos Jordy (PL-RJ).

Relembre o caso Master

O caso teve início com a liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Master, anunciada pelo Banco Central do Brasil. A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, prendendo o dono Daniel Vorcaro em Guarulhos.

Ao lado, o Banco de Brasília (BRB) chegou a adquirir carteiras de crédito que se mostraram fraudulentas, ampliando o escopo das investigações e do prejuízo potencial.

Em 21 de janeiro, o BC comunicou a liquidação do Will Bank. Juntas, as operações ligadas aos bancos envolvem um rombo deR$ 47,3 bilhões, coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As apurações também apontaram relações entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Em meio a diligências, Toffoli determinou sigilo e orientou envio de provas ao STF, além de buscar peritos para analisar o material apreendido.

Reportagens investigativas trouxeram à tona o chamado Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ligado à família de Toffoli e a transações envolvendo um cunhado de Vorcaro.

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