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Presidente colombiano e Trump encaram encontro amistoso na Casa Branca

Depois de meses de trocas de insultos, Petro e Trump se reuniram na Casa Branca com tom cordial; encontro foca cooperação, sanções e combate ao tráfico de drogas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Gustavo Petro’s meeting with Donald Trump resulted in an agreement to tackle drug trafficking, according to the US president.
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reuniu-se a portas fechadas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em um encontro marcado pela cordialidade e sem imprensa presente.
  • Antes hostis, os dois líderes passaram de insultos mútuos para palavras amenas, com Trump sugerindo que poderiam ter chegado a um acordo sobre o tráfico de drogas e Petro divulgando mensagens positivas nas redes sociais.
  • Petro foi fotografado deixando o encontro com um boné vermelho Make America Great Again (Maga) e publicou imagens de um exemplar autografado do livro The Art of the Deal de Trump, brincando sobre precisar de intérprete para inglês.
  • Em coletiva no Salão Oval, Trump disse que houve avanço em relação ao combate ao tráfico de drogas; Petro afirmou ter elogiado a franqueza de Trump, destacando a necessidade de atacar chefes do crime não apenas na Colômbia.
  • Não houve anúncio sobre a possível remoção de Petro da lista Ofac; o governo colombiano continua sob cooperação com os Estados Unidos, e houve menção de ações para enfrentar o crime organizado, incluindo extradicação recente de um líder de gangue.

O presidente colombiano Gustavo Petro visitou a Casa Branca para uma reunião a portas fechadas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro ocorreu no final de uma sequência de ataques verbais entre as lideranças, marcando uma guinada para a cordialidade diplomática. Não houve acesso da imprensa ao encontro.

Petro chegou aos EUA acompanhado de assessores, trocou cumprimentos com Trump e participou de uma roda de imprensa restrita após o encontro, ainda sem transmissão ao vivo. Fotos oficiais foram divulgadas pelos dois governos em redes sociais, mantendo o breve registro público do encontro.

O tom do encontro foi descrito como produtivo por Trump, que afirmou haver acordo sobre o tema do tráfico de drogas. Petro, por sua vez, elogiou a franqueza de Trump em entrevistas recentes, destacando o clima de diálogo apesar de divergências.

Antes da reunião, Petro já havia atraído atenção por usar uma faixa de apoio ao Partido Republicano, mantendo a prática de sinalizar posicionamentos políticos. O colombiano chegou a usar o boné vermelho Maga ao deixar a residência presidencial, em evidência de apoio simbólico, segundo registros de ocasião.

Em conferência na Casa Branca, Trump afirmou que o encontro tratou de cooperação, incluindo sanções e ações conjuntas para combater o tráfico de drogas. O presidente americano ressaltou que a relação entre os dois países continua fluida, sem anunciar mudanças abruptas.

No entanto, não houve confirmação sobre a retirada de Petro da lista de sanções do Tesouro dos EUA, a OFAC. A inclusão ocorreu em outubro, citando envolvimento no tráfico de drogas. Petro disse que não discutiria o tema com Trump neste momento.

Petro informou, em entrevista à Rádio Caracol, que a visita tem objetivo de ampliar cooperação entre os governos e destacar o esforço colombiano no combate ao narcotráfico. O presidente também mencionou denúncias de redes criminosas com atuação fora da Colômbia e citou nomes de supostos alvos aos quais, segundo ele, as autoridades norte-americanas teriam acesso.

Antes da reunião, a Colômbia anunciou a extradição de Andrés Felipe Marín Silva, conhecido como “Pipe Tuluá”, apontado como líder de uma gangue de drogas. O ministro da Defesa ressaltou que a ação demonstra parceria estável com os EUA e o compromisso com a lei e a segurança regional.

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