- A polícia iraniana informou que cento e trinta e nove estrangeiros foram presos na província central de Yazd por participação nos protestos recentes, conforme a agência Tasnim, sem detalhar nacionalidades.
- Yazd é uma província desértica com população um pouco acima de um milhão e foi afetada pelos protestos nacionais de janeiro.
- Os protestos, iniciados em dezembro por dificuldades econômicas e que evoluíram para reivindicações políticas, foram reprimidos com o que autoridades descrevem como o golpe mais violento desde a Revolução de mil novecentos e setenta e nove; o governo aponta mil e trezentos e dezessete mortos, enquanto organizações de direitos humanos afirmam números maiores.
- Autoridades destacam que os estrangeiros teriam atuado ativamente na organização, incitação e direção de ações tumultuadas, com alguns mantidos em contato com redes no exterior, segundo a polícia de Yazd citada pela Tasnim; o Judiciário disse que quem participou de atividades ligadas a essa “sedição americana” não terá clemência.
- Em Teerã, a imprensa iraniana informou a detenção de quatro estrangeiros não especificados por disturbios ocorridos no mês anterior.
139 estrangeiros foram presos até agora na província central de Yazd por participação nos protestos recentes, informou a agência Tasnim, sem divulgar nacionalidades.
Yazd fica no deserto, tem população um pouco acima de 1 milhão e foi uma das regiões afetadas pelos protestos nacionais iniciados em janeiro.
Os atos começaram em dezembro por dificuldades econômicas e se ampliaram para questões políticas, com repressão violenta. O balanço oficial de mortes é 3.117; organizações de direitos humanos estimam números maiores. A HRANA afirma quase 50 mil prisões no total.
Autoridades atribuem aos Estados Unidos e a Israel a fomentação da violência ocorrida no país.
O comandante policial de Yazd, Ahmad Negahban, afirmou pela Tasnim que os estrangeiros tiveram papel ativo em organizar, incitar e dirigir ações, e alguns estavam em contato com redes no exterior.
O porta-voz do judiciário, Asghar Jahangir, disse que quem participou da suposta sedação americana não ficará impune.
Também houve informação de que quatro estrangeiros foram detidos em Teerã na véspera, sobre os distúrbios do mês passado, conforme relatos da imprensa iraniana.
Entre na conversa da comunidade