- O Parlamento da Noruega aprovou, por 141 votos a favor e 26 contra, a continuidade da monarquia.
- O resultado ocorreu apesar de turbulência na família real e de queda no apoio popular aos royals.
- A proposta de tornar a Noruega uma república foi derrotada.
- Pesquisas apontaram 61% de apoio à monarquia e 27% à república, após o escândalo recente.
- A princesa Mette-Marit foi criticada pelo primeiro-ministro por contatos com Jeffrey Epstein e pediu desculpas; seu filho, Marius Hoiby, está em julgamento por acusações de estupro, violência doméstica e posse de drogas.
Noruega votou nesta terça-feira pela manutenção da monarquia, rejeitando uma proposta de república, mesmo com turbulências na família real e pesquisas de opinião apontando queda de apoio popular. A votação ocorreu no parlamento e teve amplo apoio aos que defendem o futuro constitucional do país.
No resultado oficial, 141 dos 169 membros do parlamento apoiaram a continuidade da monarquia, enquanto 26 votaram pela eleição de um presidente como chefe de Estado. A proposta foi apresentada por um grupo de sete deputados de diferentes partidos.
Defensores da monarquia afirmaram que a instituição oferece estabilidade, mantendo-se acima de questões partidárias. Críticos republicanos argumentaram que o poder político já reside no parlamento eleito e no governo, não cabendo prerrogativas herdadas em uma democracia.
EPSTEIN: controvérsia envolvendo a família real
A primeira-ministra criticou publicamente a conduta da princesa herdeira Mette-Marit por manter contatos com Jeffrey Epstein, em meio a novas informações sobre suas ligações. A princesa pediu desculpas pela convivência com o notório empresário.
Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Verdens Gang, 61% dos noruegueses são a favor da manutenção da monarquia, diante de 72% no ano anterior. O apoio à república subiu para 27%, conforme levantamento com 1.014 entrevistados.
Situação do filho da princesa
Na mesma data, o filho da princesa, Marius Hoiby, de 29 anos, foi a julgamento por acusações de estupro, violência doméstica, agressões e porte de drogas. Hoiby foi preso novamente no fim de semana, sob suspeita de novos crimes. O jovem nega as acusações mais graves, mantendo divergência em relação a acusações menores.
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