- O Departamento de Justiça dos EUA divulgou cerca de 3m de arquivos investigativos relacionados a Jeffrey Epstein, buscando atender à EpsteIn Files Transparency Act (EFTA).
- O prazo de 19 de dezembro para a divulgação completa não foi cumprido; a nova liberação ocorreu com quase seis semanas de atraso.
- Críticos e defensoras de vítimas dizem que milhões de documentos ainda estão retidos e cobram novas revelações para esclarecer abusos cometidos por Epstein.
- O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que houve mais de 6m páginas potencialmente relevantes, mas houve uma sobrecoleção para garantir transparência, resultando na publicação de mais de 3m páginas.
- Diversos advogados e representantes de vítimas contestam a justificativa de brechas e pedem continuidade da transparência, enquanto autoridades insistem que cumpriram a lei ao divulgar mais de 3,5 milhões de páginas.
O Department of Justice dos Estados Unidos divulgou cerca de 3 milhões de páginas de investigações relacionadas a Jeffrey Epstein, na última semana, após cumprir parcialmente o prazo de 19 de dezembro previsto pela Epstein Files Transparency Act (EFTA). A liberação ocorreu quase seis semanas além do estipulado, alimentando críticas sobre a transparência do processo.
Advogados de vítimas e especialistas afirmam que ainda existem milhões de documentos não divulgados. O governo sustenta que identificou mais de 6 milhões de páginas potencialmente relevantes, mas que muitas foram classificadas como duplicatas ou não responsivas. A explicação é de que houve sobrecoleta para ampliar a transparência.
Críticas e respostas
Deputado-geral adjunto Todd Blanche, que atuou como advogado de defesa de Trump, afirmou que o processo de identificação e revisão de documentos está encerrando a etapa de transparência exigida pela lei. Ele disse que, apesar do volume inicial, a maioria das páginas não era pertinentes.
Representantes das vítimas contestam o que foi publicado. Jennifer Plotkin, da Merson Law, afirma que o governo falhou repetidamente em responsabilizar-se pelas abusos de Epstein. A advogada Maria Farmer também critica a gestão das informações, citando atraso e redacções que expõem identidades de sobreviventes.
Reação pública e judicial
Especialistas em direitos das mulheres destacam que não se fechou a investigação de Epstein, inclusive quanto a quem obtinha proteção institucional. Ann Olivarius reforça a necessidade de informações sobre a imunidade de Epstein e sobre quem interrompeu investigações em 2007.
A reportagem do Radar Online aponta que milhões de registros ainda foram completamente retidos, segundo a reportagem. A organização pediu ao Second Circuit que encaminhe o caso FOIA de volta à Justiça Distrital para contestar esforços de maior transparência.
Posição política e próximos passos
Democratas de alto escalão criticam a gestão dos arquivos. O congressista Jamie Raskin questiona a diferença entre o total de documentos identificados e os liberados, ressaltando a percepção de documentações ainda não apresentadas.
O DoJ confirmou que divulgou mais de 3,5 milhões de páginas e argumenta que as informações não responsivas foram excluídas conforme a lei. A instituição afirma ter seguido o protocolo e atualizado o Congresso com a justificativa das redacções.
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