- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado dos EUA Steve Witkoff que a Autoridade Palestina não fará parte do comitê de gestão de Gaza após a guerra.
- O plano de cessar-fogo apoiado por Donald Trump prevê um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) com quinze palestinos tecnocratas, sob a tutela do Conselho de Paz presidido pelo próprio Trump.
- O NCAG deve gerenciar o governo durante a transição, mas não envolve a Autoridade Palestina na governança de Gaza.
- A nova visita de Witkoff a Israel ocorre antes das conversas previstas entre os EUA e o Irã, adversário de Israel.
- Netanyahu alertou que o Irã já mostrou que não se pode confiar em suas promessas, de acordo com o comunicado do gabinete.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou ao enviado dos EUA, Steve Witkoff, que a Autoridade Palestina não fará parte do comitê que administrará a Faixa de Gaza no pós-guerra. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 3, durante reunião em Jerusalém.
O plano de cessar-fogo em Gaza, defendido pela administração de Donald Trump, prevê a criação de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza NCAG, com 15 palestinos de perfil tecnocrata, sob a tutela de um Conselho de Paz presidido por Trump. O papel da Autoridade Palestina permanece não definido no roteiro.
A reunião entre Netanyahu e Witkoff ocorre antes de novas conversas previstas entre Estados Unidos e Irã, apontado como inimigo de Israel. O premiê retrucou que o Irã já demonstrou não ser confiável em promessas de acordo, conforme comunicado do gabinete de Netanyahu.
Papel da Autoridade Palestina em Gaza
A fala de Netanyahu reforça a posição de que a Autoridade Palestina não participará da administração direta de Gaza durante o período de transição. O NCAG é apresentado como órgão técnico destinado a facilitar a gestão até a conclusão do processo de pós-guerra.
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