- O Ministério planeja recrutar 10 mil cuidadores foster para reequilibrar o setor de cuidado infantil, com campanha de £ 88 milhões anunciada.
- Governo avalia punir provedores privados que faturem acima do justo, podendo implementar um teto de lucro e expulsá-los do sistema se necessário.
- A meta inclui um sistema nacional para frear a saída de cuidadores, com pilotos regionais, hubs locais e apoio para adequar residências, incluindo £ 25 milhões para ampliar ou adaptar moradias.
- A iniciativa é acompanhada de críticas sobre lucros excessivos no setor privado de casas de cuidado infantil e altos custos públicos, com custos de cuidado residencial estimados em £ 3,1 bilhões em 2023-24.
- O plano também prevê ampliar a oferta de acolhimento por meio de mudanças na atração de cuidadores, comparação com o programa Homes for Ukraine, e foco na retenção de cuidadores já existentes.
A ministra da Criança na Inglaterra anunciou medidas para frear a atuação de provedores privados no setor de cuidados infantis, caso haja prática de lucro excessivo. O governo divulgou um plano de ação de 88 milhões de libras para recrutar 10 mil cuidadores de acolhimento, buscando reorientar o sistema de proteção de crianças.
O objetivo é reduzir a participação de empresas privadas no cuidado de crianças e manter o foco no bem-estar e nas relações estáveis para os jovens acolhidos. O ministério está avaliando a segurança financeira dos operadores privados e pode impor teto de lucros caso sejam identificadas práticas de exploração.
Além disso, o governo pretende criar mecanismos de supervisão em meses, para evitar repetição de falhas de gestione associadas a grandes redes de cuidadores. A medida busca evitar crises semelhantes à de empresas privadas de grande porte que enfrentaram colapsos no passado.
Dados do setor mostram que, em Inglaterra, a maior parte das residências de cuidado para crianças é operada por entidades com fins lucrativos. O gasto público com cuidados residenciais duplicou desde 2020, atingindo cerca de 3,1 bilhões de libras na temporada 2023-24, com custos por vaga superiores a 300 mil libras anuais.
Topos de referência destacam que a Escócia e o País de Gales já avançaram com leis para impedir o lucro privado em serviços de cuidado infantil, enquanto a Inglaterra não possui normativa equivalente generalizada. Analistas apontam riscos elevados para crianças e para as autoridades locais quando o mercado depende de lucros excessivos.
A iniciativa também prevê a criação de novos polos regionais de acolhimento, com orientações mais fortes sobre elegibilidade e suporte a famílias. Além disso, parte do orçamento será destinada a apoiar famílias que desejam ampliar ou adaptar suas casas para acolhimento, com possibilidade de participação parcial por voluntários.
Ao longo do anúncio, a agência pública enfatizou que o objetivo é reter cuidadores e ampliar as oportunidades de acolhimento, buscando manter a qualidade do atendimento. A proposta também envolve avaliação de requisitos familiares, com foco em ampliar a rede de suporte aos jovens acolhidos.
Especialistas do setor cooperam para a implementação, destacando a necessidade de remuneração adequada aos cuidadores. Ficou sublinhado que a retenção de profissionais é tão crucial quanto a contratação de novos talentos, com a proposta de equiparar salários e condições de trabalho.
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