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Lula evita Congresso e aposta em discurso eleitoral; autoridades silenciam

Lula não comparece à abertura do ano no Congresso pela terceira vez e envia a mensagem por escrito, sinalizando proximidade com o STF e fragilidade com o Legislativo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Tom eleitoral marcou mensagem de Lula ao Congresso
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  • Lula não compareceu à abertura do ano legislativo no Congresso Nacional e enviou a Mensagem Presidencial por escrito, entregue pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa; no mesmo dia, esteve presente na abertura do ano do Judiciário, no STF.
  • Analistas veem o gesto como sinal de aproximação do governo com o Judiciário e de distanciamento do Legislativo, em um momento em que o Planalto depende do Parlamento para aprovar sua agenda.
  • O escândalo do Banco Master domina o ambiente político, com governo e parte dos parlamentares tentando evitar a criação de uma CPI; há apoio à CPMI com 238 deputados e 42 senadores, porém há resistência ampla.
  • A mensagem de Lula ao Congresso traz prioridades de cunho eleitoral, como o fim da escala de trabalho 6×1 sem reduzir salários, regulação do trabalho por apps, PEC da Segurança Pública e investimentos em IA; especialistas apontam estratégia de confronto político.
  • O Congresso sinalizou resistência e protagonismo: a Câmara planeja acelerar pautas como fim da escala 6×1 e regulamentação de apps, enquanto o Senado defende diálogo e preservação de prerrogativas, mantendo postura institucional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da sessão solene de abertura do ano legislativo em 2026, enviando a Mensagem Presidencial por escrito pelo ministro Rui Costa. Ao mesmo tempo, esteve presente na abertura do ano do Judiciário, no STF. A ausência no Congresso foi interpretada como sinal político relevante.

A decisão ocorre em meio a um governo que depende do Legislativo para aprovar sua agenda no fim da atual legislatura. Analistas veem o movimento como tentativa de alinhar o governo com o Judiciário, buscando um empurrão institucional diante de um parlamento visto como hostil.

A pauta presidencial está sob pressão, com foco em temas de impacto eleitoral, como o fim da escala de trabalho 6×1. O governo avalia que o calendário abre espaço limitado para votações antes das festas de meio de ano, o que pode favorecer estratégias de comunicação política.

Silêncio sobre o escândalo do Master

O escândalo envolvendo o Banco Master dominou conversas entre líderes, mas não foi citado na abertura oficial do ano legislativo. Lula, bem como os presidentes da Câmara e do Senado, não mencionaram o tema em seus discursos, que seguiram o protocolo institucional.

Especialistas veem a contenção como estratégia para evitar instalar uma CPI no ano eleitoral. A percepção é de que o tema pode invadir diversas esferas de poder, o que aumenta o cuidado das lideranças com a temperatura política.

Parlamentares da oposição protocolaram pedidos de CPMI e de CPI exclusiva para investigar o Master. O apoio inicial reunido seria de centenas de parlamentares, mas há resistência entre figuras influentes, que prometem fortes embates caso a comissão seja instalada.

O tema Master segue em pauta nos bastidores, com avaliações de que a pressão popular e midiática pode reabrir debates. Enquanto isso, o governo e as presidências das Casas tendem a buscar pautas menos polêmicas para não desestabilizar a agenda eleitoral.

Mensagem de Lula tem tom de campanha: fim da escala 6×1 e regulação do trabalho por apps

A mensagem presidencial, de cerca de 900 páginas, traz prioridade a pautas com apelo eleitoral, como o fim da escala 6×1 sem reduzir salários, a regulação de aplicativos de trabalho, a PEC da Segurança Pública e investimentos em tecnologia.

Analistas apontam que o governo aposta na articulação com o Judiciário para contrabalançar o Legislativo, buscando consolidar uma imagem de estabilidade institucional. Em ano eleitoral, o documento é visto como ferramenta política mais do que plano de governo executável.

Especialistas ressaltam que a agenda extensa pode ter baixa viabilidade prática, servindo para sinalizar posições do governo e marcar presença, sem garantir votações rápidas. A dependência de acordos pontuais com o Congresso é destacada como desafio estratégico.

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