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Governo inicia mapeamento de substitutos antes da desincompatibilização

Governo Lula mapeia substitutos para ministérios antes da desincompatibilização, priorizando alianças com Centrão e acordos firmados

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O presidente Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em 4 de dezembro de 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O governo Lula começa, em fevereiro, a mapear nomes para compor a Esplanada até abril, quando vence o prazo de desincompatibilização.
  • Ainda sem definições, as vagas começam por áreas já mapeadas: Secretaria de Relações Institucionais, com Gleisi Hoffmann, e Fazenda, com Fernando Haddad; podem surgir Olavo Noleto para a articulação política e Dario Durigan para a equipe econômica.
  • No total, cerca de vinte pastas precisam passar por mudanças nas próximas oito semanas, já que Lula tende a deixar parte de sua equipe para as eleições de outubro.
  • A gestão busca fidelidade aos acordos com Centrão, mantendo indicações de União Brasil, PP e PSD, mas evitando nomeações políticas explícitas durante o período eleitoral.
  • Como exceção, o PP não deve indicar substituto para André Fufuca, abrindo espaço para um nome de confiança de Lula; União Brasil já expulsou Celso Sabino e avalia uma reaproximação para chapas no Norte e no Nordeste.

O governo Lula iniciou, em fevereiro, o mapeamento de nomes para compor a Esplanada dos Ministérios em abril, quando vence o prazo de desincompatibilização. A seleção é inicial e já aponta algumas pastas, como Relações Institucionais, comandada por Gleisi Hoffmann, e Fazenda, sob Fernando Haddad.

A ideia é priorizar experiência prévia, domínio do tema e proximidade com o titular atual. Entre os nomes que aparecem, Olavo Noleto, secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico, é visto para a articulação política, e Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, para a equipe econômica.

Para além dessas ministrações, há cerca de 20 pastas que deverão ser redefinidas nos próximos dois meses. A reforma ministerial envolve acompanhar as eleições de outubro, com grande parte da equipe ministerial apta a deixar o governo.

O governo mantém fidelidade a acordos com siglas do Centrão, mesmo que essas legendas apresentem adversários na eleição. A prioridade é cumprir compromissos já firmados e indicar nomes compatíveis com os pactos existentes.

A ideia é evitar indicações políticas explícitas, em conformidade com a proibição eleitoral. O modelo Frederico Siqueira tende a se repetir na montagem, inclusive na pasta das Comunicações, cuja indicação teve origem em uma legenda, porém o perfil escolhido foi técnico.

Existe, ainda, uma exceção relevante. O PP não deverá indicar novo nome para o Ministério do Esporte, abrindo espaço para uma nomeação de confiança de Lula, possivelmente de origem petista, caso seja necessário.

Entre 2025 e 2026, o Ministério do Esporte vivenciou tensões internas que resultaram em impulsos de saída de membros. A situação histórica é citada como referência para as decisões atuais do governo sobre reconduções e substituições.

No União Brasil, houve episódio recente envolvendo Celso Sabino, expulso da sigla após manter relação com o governo sem romper com Lula. Gustavo Feliciano ocupou o lugar do ministro do Turismo, em uma troca associada ao peso da aliança.

Quem conduz as tratativas dentro do União Brasil é o senador Davi Alcolumbre (AP), que atua como articulador de indicações e negociações, especialmente com foco em chapas do Norte e Nordeste. O partido busca manter neutralidade na corrida presidencial.

Por ora, a interlocutores, o governo sinaliza intenção de manter a relação com o União Brasil para facilitar acordos regionais, sem comprometer o alinhamento existente com a base aliada. As próximas semanas devem esclarecer as mudanças efetivas.

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