- O governo Lula começa, em fevereiro, a mapear nomes para compor a Esplanada até abril, quando vence o prazo de desincompatibilização.
- Ainda sem definições, as vagas começam por áreas já mapeadas: Secretaria de Relações Institucionais, com Gleisi Hoffmann, e Fazenda, com Fernando Haddad; podem surgir Olavo Noleto para a articulação política e Dario Durigan para a equipe econômica.
- No total, cerca de vinte pastas precisam passar por mudanças nas próximas oito semanas, já que Lula tende a deixar parte de sua equipe para as eleições de outubro.
- A gestão busca fidelidade aos acordos com Centrão, mantendo indicações de União Brasil, PP e PSD, mas evitando nomeações políticas explícitas durante o período eleitoral.
- Como exceção, o PP não deve indicar substituto para André Fufuca, abrindo espaço para um nome de confiança de Lula; União Brasil já expulsou Celso Sabino e avalia uma reaproximação para chapas no Norte e no Nordeste.
O governo Lula iniciou, em fevereiro, o mapeamento de nomes para compor a Esplanada dos Ministérios em abril, quando vence o prazo de desincompatibilização. A seleção é inicial e já aponta algumas pastas, como Relações Institucionais, comandada por Gleisi Hoffmann, e Fazenda, sob Fernando Haddad.
A ideia é priorizar experiência prévia, domínio do tema e proximidade com o titular atual. Entre os nomes que aparecem, Olavo Noleto, secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico, é visto para a articulação política, e Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, para a equipe econômica.
Para além dessas ministrações, há cerca de 20 pastas que deverão ser redefinidas nos próximos dois meses. A reforma ministerial envolve acompanhar as eleições de outubro, com grande parte da equipe ministerial apta a deixar o governo.
O governo mantém fidelidade a acordos com siglas do Centrão, mesmo que essas legendas apresentem adversários na eleição. A prioridade é cumprir compromissos já firmados e indicar nomes compatíveis com os pactos existentes.
A ideia é evitar indicações políticas explícitas, em conformidade com a proibição eleitoral. O modelo Frederico Siqueira tende a se repetir na montagem, inclusive na pasta das Comunicações, cuja indicação teve origem em uma legenda, porém o perfil escolhido foi técnico.
Existe, ainda, uma exceção relevante. O PP não deverá indicar novo nome para o Ministério do Esporte, abrindo espaço para uma nomeação de confiança de Lula, possivelmente de origem petista, caso seja necessário.
Entre 2025 e 2026, o Ministério do Esporte vivenciou tensões internas que resultaram em impulsos de saída de membros. A situação histórica é citada como referência para as decisões atuais do governo sobre reconduções e substituições.
No União Brasil, houve episódio recente envolvendo Celso Sabino, expulso da sigla após manter relação com o governo sem romper com Lula. Gustavo Feliciano ocupou o lugar do ministro do Turismo, em uma troca associada ao peso da aliança.
Quem conduz as tratativas dentro do União Brasil é o senador Davi Alcolumbre (AP), que atua como articulador de indicações e negociações, especialmente com foco em chapas do Norte e Nordeste. O partido busca manter neutralidade na corrida presidencial.
Por ora, a interlocutores, o governo sinaliza intenção de manter a relação com o União Brasil para facilitar acordos regionais, sem comprometer o alinhamento existente com a base aliada. As próximas semanas devem esclarecer as mudanças efetivas.
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