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Ex-general deixa a Liga italiana, complicando Meloni

Ex-general deixa a Liga para fundar Futuro Nazionale, apontando desvio de votos da base de Meloni e potencial risco à reeleição em 2027

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
General Roberto Vannacci speaks on stage at the annual League party rally in Pontida, Italy, September 21, 2025. REUTERS/Remo Casilli/File Photo
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  • Em 3 de fevereiro de 2026, o ex-general Roberto Vannacci deixou o grupo Liga, parte da coalizão de governo, para formar seu próprio partido de direita radical, Futuro Nazionale.
  • Vannacci ganhou destaque ao promover valores tradicionais italianos e atacar LGBTQ+, imigrantes, minorias e feministas; anteriormente foi vice‑chefe da Liga, após ser incorporado por Salvini.
  • Ele registrou a logomarca do novo grupo político e afirmou, em rede social, que lideraria uma esquerda radical de direita—na prática, uma posição firme e sem moderar.
  • Pesquisas indicam que Vannacci poderia obter até dois por cento dos votos, o suficiente para não entrar no parlamento, mas potencialmente retirar apoio de Meloni e de aliados da coalizão.
  • Salvini disse estar “desapontado e amargurado” com a decisão, dizendo que Vannacci traiu a confiança ao abandonar a Liga.

Roberto Vannacci, ex-general, deixou o grupo Liga, parte da coalizão de governo na Itália, para criar seu próprio partido de direita, o Futuro Nazionale. A mudança ocorreu nesta terça-feira, em Roma. A iniciativa pode complicar as perspectivas de reeleição da premiê Giorgia Meloni.

Vannacci ganhou notoriedade ao longo dos últimos dois anos ao defender valores tradicionais italianos e atacar LGBTQIA+, migrantes, minorias e feministas. Apesar de ter sido integrado à Liga, ele permaneceu afastado de grande parte da estrutura do partido.

Formação do Futuro Nazionale

Na semana anterior, o ex-general já havia registrado a marca do novo grupo, sinalizando a criação oficial do movimento. A ideia é apresentar uma linha direita mais contundente, diferenciando-se da Liga.

Potencial impacto eleitoral

Pesquisadores apontam que a legenda poderia obter até 2% das intenções de voto, o suficiente para reduzir o suporte a Meloni e seus aliados. A leitura é de que votos podem migrar tanto da Liga quanto do conservador movimento de Meloni.

Salvini reagiu, afirmando estar decepcionado e ressentido com a decisão. O líder da Liga afirmou que valores como honra e lealdade são esperados de quem já vestiu o uniforme, criticando a decisão de Vannacci.

A movimentação é vista como um teste ao equilíbrio da coalizão de governo antes das eleições marcadas para 2027. Vannacci deu sinais de manter uma linha de discurso firme e sem concessões à moderated.

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